Ataque a bomba em formatura mata três ministros na Somália

Uma explosão em uma cerimônia de formatura em Mogadíscio, capital da Somália, deixou pelo menos sete mortos, incluindo três ministros do governo do país africano. O correspondente da BBC Mohammed Olad Hassan, que estava no local, afirmou que não se sabe se foi um ataque suicida ou uma bomba escondida dentro do prédio.

BBC Brasil |

Ao que tudo indica, o alvo do ataques seriam os vários representantes do governo que estavam na cerimônia.

De acordo com o correspondente cinco ministros estavam no hotel e três deles morreram, incluindo o ministro da Saúde, Qamar Aden Ali, o ministro da Educação, Ahmed Abdulahi Waayeel, e o ministro da Educação Superior, Ibrahim Hassan Addow. Dois jornalistas também estariam entre os mortos.

Hassan informou que viu vários corpos colocados no chão, do lado de fora do hotel Shamo, no centro da capital somali, onde estava sendo realizada a cerimônia de formatura dos 43 estudantes da Universidade Banadir.

O Shamo é um dos hotéis mais usados pelos poucos estrangeiros, funcionários de entidades humanitárias, jornalistas e diplomatas que visitam Mogadíscio. Ele fica em uma das pequenas áreas da cidade controlada pela pelo governo, a apenas um quilômetro de uma base da força de paz da União Africana.

A Somália vive sem a autoridade de um governo central desde 1991. Um governo nacional apoiado pela Organização das Nações Unidas (ONU) controla apenas partes da capital do país.

Pouca segurança
De acordo com o correspondente da BBC, havia poucas forças de segurança dentro do hotel , os guarda-costas dos ministros estavam todos do lado de fora.

De acordo com o correspondente da BBC para o leste da África Will Ross, o alvo do ataque pode ter sido o grupo de autoridades do governo de transição da Somália.

Nenhum grupo assumiu a responsabilidade pelo ataque, mas grupos islâmicos lutam contra o governo da Somália, que conta com o apoio da ONU. Estes grupos controlam várias áreas do país.

O líder interino da Força de Paz da União Africana, Wafula Wamunyini, condenou o ataque, afirmando que o objetivo foi de "intimidar e chantagear" o governo.

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