Ataque a base da UA na Somália deixa pelo menos 6 mortos e 20 feridos

Mogadíscio, 6 set (EFE).- Pelo menos seis pessoas morreram e outras 20 ficaram feridas depois que a milícia radical islâmica Hezb al-Islam atacou hoje uma das bases das forças da União Africana (UA) em Mogadíscio, capital da Somália, informaram fontes oficiais.

EFE |

O porta-voz da Hezb al-Islam, Mohamed Osman Arus, assumiu a responsabilidade pelo ataque, no qual o Governo da Somália afirmou ter vencido os insurgentes.

Arus afirmou que sua organização atacou "os invasores africanos" e que acredita ter matado alguns dos soldados do Governo.

No entanto, um porta-voz militar das forças do Governo, Abdirasak Qeylow, declarou que seus soldados tinham vencido os rebeldes islâmicos.

"Os elementos contrários à paz atacaram nossa base, mas os forçamos a retroceder", disse Qeylow à Agência Efe.

"Começaram com seus ataques às 18h locais, quando todo mundo está comendo. Este é um grupo rebelde muito cruel e o povo deve lutar contra eles", acrescentou.

Fontes médicas do hospital de Madina informaram hoje que pelo menos 20 pessoas foram internadas em consequência dos ferimentos sofridos nos enfrentamentos.

"Estamos tratando de 20 pessoas aqui e todas são civis inocentes", afirmou o diretor do hospital de Madina, o doutor Mohammed Yousef.

"A maioria das vítimas têm ferimentos de estilhaços, por isso exigimos às partes que participam do conflito que deixem de bombardear zonas residenciais", declarou Yousef.

Testemunhas disseram à Efe que os rebeldes começaram a ofensiva após receberem notícias de que mais soldados da UA, provenientes de Uganda, seriam enviados à região do aeroporto da capital.

Um morador da zona, que pediu para não ser identificado, afirmou que "o ataque sobre acampamentos próximos ao aeroporto começou quando os aviões que transportavam os novos soldados começaram a aterrissar".

A UA não quis fazer nenhum comentário sobre chegada de mais tropas, nem sobre o possível número de soldados mortos.

A Somália enfrenta uma das piores crises de sua história, após duas décadas de anarquia no país. Segundo várias agências das Nações Unidas, 4 milhões de somalis necessitam ajuda humanitária urgente.

EFE ia/pd

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