Ata Constitutiva da Unasul será assinada em Brasília no dia 23

Caracas, 5 mai (EFE) - A Ata Constitutiva que consolidará a criação da União de Nações do Sul (Unasul) será assinada em Brasília no dia 23 de maio pelos presidentes da região, confirmou hoje o vice-chanceler venezuelano para a América Latina e o Caribe, Francisco Arias Cárdenas. Este documento, que em todas as suas partes foi revisado e pactuado, vai ser levado para ser assinado na reunião de presidentes que ocorrerá no Brasil no dia 23, disse aos jornalistas. Ele qualificou o novo organismo de o fórum dos fóruns.

EFE |

"Não é outro fórum; é o fórum dos fóruns, é a integração que vai caminhando certamente rumo a uma federação, rumo a uma confederação, que se assemelharia mais com a Comunidade Econômica Européia", acrescentou Arias Cárdenas.

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse recentemente que uma das instâncias que a Unasul terá, o Conselho Sul-americano de Defesa, poderia começar a funcionar "dois ou três meses" depois que for debatida sua criação na reunião de 23 de maio em Brasília.

Arias Cárdenas acrescentou que a "integração está se consolidando com uma unidade que certamente vai em direção ao econômico, em direção ao político e inclusive em matéria de defesa", o que "foi um sonho de muitíssimos venezuelanos, de muitíssimos sul-americanos".

O aprofundamento da integração ocorre "em todas as partes do mundo; é o que estamos vendo com a União Africana (UA), a união de países asiáticos, o que estamos vendo entre os próprios países árabes", acrescentou.

"Esta é a hora de a América do Sul levantar o rosto e falar com voz de povo unido frente ao planeta", disse.

Segundo Arias Cárdenas, "com toda a certeza" a Unasul colocará um ponto final a tentativas separatistas denunciadas em seus países pelos presidentes de Bolívia, Evo Morales; Equador, Rafael Correa; e Venezuela, Hugo Chávez.

"Serão eliminadas estas tentativas de romper com países e Governos através destes processos, uma vez que estiver consolidada a União Sul-Americana de Nações", insistiu o vice-chanceler.

"É importante assinalar o triunfo de um Governo e um povo como o da Bolívia frente a uma tentativa segregacionista de fraturar que foi realizada por um setor interno da Bolívia junto com os grandes interesses transnacionais", acrescentou sobre a consulta eleitoral de domingo na região boliviana de Santa Cruz.

"Cumprimentamos e agradecemos a declaração conjunta da Unasul frente a este processo divisionista vivenciado no domingo na Bolívia e que, felizmente para os povos e para a América Latina, foi possível impedir", acrescentou. EFE ar/db

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