Astronautas instalam no Hubble novas ferramentas para compreender o universo

Dois astronautas do ônibus espacial Atlantis instalaram neste sábado no telescópio espacial Hubble um novo espectrógrafo, ferramenta que mede as variações de luz, para otimizar suas capacidades de estudar a estrutura do universo, informou a agência espacial americana.

AFP |

O astronauta John Grunsfeld, de 50 anos, e o geólogo Drew Feustel, de 43, concluíram com êxito a terceira saída espacial da missão, cujo objetivo era consertar e modernizar o Hubble. Foram 6 horas e 36 minutos de trabalho fora do ônibus espacial, ao longo das quais eles realizaram reparos na principal lente do telescópio, entre outras tarefas.

Durante esta terceira jornada de trabalho flutuando no espaço a 600 km de distância da Terra, os dois astronautas consertaram o 'Cosmic Origins Spectrograph', espectrógrafo que serve para estudar a estrutura do universo e compreender como se formaram as galáxias. Além disso, permitirá que os astrônomos determinem de que forma apareceram certos elementos químicos, particularmente os necessários para o desenvolvimento da vida, e como eles evoluíram ao longo do tempo.

O dispositivo, instalado em 2002 durante a última missão de manutenção sofreu vários danos nos últimos anos, que comprometeram sua capacidade de observação.

Os astronautas também fizeram reparos na câmera, substituindo seus circuitos e instalando um novo sistema de alimentação elétrica.

"É a primeira vez que tentamos consertar uma ferramenta como esta no espaço", explicou David Leckrone, astrônomo chefe do Hubble na Nasa. "É uma empreitada totalmente nova: um reparo que exige que nos introduzamos nas entranhas do sistema".

"Quando se tenta algo novo cujos riscos são grandes, é preciso esperar prendendo a respiração" até que se possa ver os resultados, brincou o especialista.

A nova câmera - a moderna Wide Field Camera 3 - foi projetada para observar o universo de forma mais profunda, em busca de sinais sobre os primeiros sistemas de estrelas, estudando os planetas mais próximos.

A câmera antiga será enviada ao Museu do Ar e do Espaço do Instituto Smithsonian, em Washington.

Até segunda-feira, os astronautas do Atlantis devem fazer mais duas saídas espaciais.

Apesar dos imprevistos enfrentados desde o início das operações externas no Hubble, os astronautas têm cumprido as tarefas previstas pela agência espacial americana com sucesso.

As duas saídas anteriores serviram para que a tripulação concluísse os trabalhos de reparo prioritários no Hubble, agora equipado com novos giroscópios (instrumentos de estabilização), uma nova câmera e um novo computador.

O telescópio Hubble, fruto de um acordo de cooperação entre a Nasa e a Agência Espacial Européia, já está há 19 anos em operação, já transmitiu mais de 750.000 imagens espectaculares dos confins do cosmos, além de milhões de dados nunca antes aferidos, que inauguraram uma nova era no campo da astronomia.

str-eg/ap

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