Astronautas do Atlantis recarregam energia do velho telescópio Hubble

Dois astronautas do ônibus espacial norte-americano Atlantis tentavam instalar nesta sexta-feira no antigo telescópio espacial Hubble novos captores de energia e baterias, na segunda caminhada espacial de uma perigosa missão.

AFP |

Os astronautas Mike Massimino e Mike Good saíram nesta sexta-feira do ônibus espacial Atlantis para segunda caminhada espacial como parte da ambiciosa manutenção do telescópio espacial Hubble.

A saída - prevista para durar de seis a sete horas- começou às 12H49 GMT (08h49 de Brasília).

Massimino, um engenheiro mecânico de 46 anos, já havia participado de uma missão de manutenção do Hubble em 2002. Para Good, de 46 anos, este é o seu primeiro voo espacial.

Na quinta-feira outros dois astronautas do Atlantis instalaram uma nova câmera e um novo computador no Hubble, na primeira caminhada espacial, das cinco programadas na missão.

Com a instalação de seis novos giroscópios nesta sexta-feira, a tripulação do Atlantis terá completado os três objetivos principais de sua missão.

Atualmente, apenas três dos seis giroscópios funcionam e são necessário dois para orientar com precisão o telescópio.

As baterias do Hubble, que armazenam a energia solar que fornece eletricidade quando o telescópio está na escuridão, são as originais. As seis estão perdendo sua capacidade de recarga, e por isso três serão substituídas nesta sexta-feira e outras três durante a quinta caminhada prevista para a próxima segunda-feira.

Na quinta-feira, Grunsfeld e Feustel tiveram alguns contratempos. Dois parafusos que fixavam a Wide Field and Planetary Camera-2 foram retirados com bastante dificuldade. Isto atrasou os trabalhos em cerca de 30 minutos em relação ao programa de atividades.

A nova câmera -a mais moderna Wide Field Camera-3- é projetada para observar o universo de forma mais profunda, em busca de sinais sobre os primeiros sistemas estelares e para estudar os planetas mais próximos.

A câmera antiga será enviada ao Museu do Ar e do Espaço do Instituto Smithsoniano, em Washington.

A tripulação de sete astronautas capturou na quarta-feira o enorme telescópio -de 13,2 metros de largura e 11 toneladas- e o acoplou a uma plataforma do ônibus espacial para poder realizar os trabalhos, dois dias depois de seu lançamento do Cabo Cañaveral (sudeste).

O telescópio de 19 anos, resultado da cooperação entre a Nasa e a Agência Espacial Europeia (ESA), não passava por manutenção desde março de 2002.

A Nasa prevê que a manutenção estenderá as operações do Hubble em pelo menos cinco anos, tempo suficiente para concluir e lançar seu potente sucessor, o James Webb Space Telescope.

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