Asteróide Steins é cinza e tem cadeias de crateras

Darmstadt (Alemanha), 6 set (EFE).- As primeiras imagens transmitidas pela sonda européia Rosetta mostram que o asteróide Steins é de cor cinza e tem cadeias de até sete crateras seguidas.

EFE |

A Agência Espacial Européia (ESA) apresentou hoje, em entrevista coletiva, as primeiras imagens do asteróide Steins, pelo qual a sonda Rosetta passou na sexta-feira a uma distância mínima de 800 quilômetros, em sua viagem em direção ao cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko.

No centro de controle de operações da ESA em Darmstadt (oeste da Alemanha), o diretor de Ciência e Prospecção Robótica da ESA, David Southwood, disse que "é um grande passo para chegar à superfície do cometa" e destacou as exigências técnicas desta missão a 360 milhões de quilômetros.

O encontro com o Steins - asteróide 2867 - à distância mínima aconteceu às 15h58 de Brasília de ontem, disse o diretor de operações da sonda Rosetta, Andrea Accomazzo.

A nave parou de se comunicar com a Terra naquele momento e o primeiro sinal chegou às 17h14 de Brasília.

A Rosetta enviou à Terra os primeiros dados e imagens recopilados na noite de 5 para 6 de setembro.

Em 2 de março de 2004, a ESA lançou a sonda Rosetta ao espaço a partir da base européia em Kuru (Guiana Francesa), para acompanhar pela primeira vez na história o cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko em sua órbita e encontrar-se com ele em novembro de 2014.

Para se comunicar com a sonda e receber seus dados, a ESA utilizou nesta manobra as antenas de espaço distante de New Norcia (Austrália), a de Cebreros (Espanha) e a de Goldstone, da Nasa, na Califórnia. Esta última não funcionou durante pouco mais de duas horas, mas a ESA conseguiu receber os dados através da antena em território espanhol.

Rita Schulz, cientista do projeto Rosetta, disse que, "investigando os corpos do Sistema Solar, é possível elucidar os diferentes estágios de sua formação e evolução".

Os corpos menores, como o asteróide Steins, são interessantes para os cientistas porque não foram alterados por processos térmicos. EFE aia/an

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