Assunção inundada de cartazes e camisetas alusivas à paternidade de Lugo

Cartazes com legendas contra o presidente Fernando Lugo e camisetas com alusões ao escândalo sobre seu reconhecimento de paternidade apareceram nesta segunda-feira em ruas do centro da capital paraguaia, observou a AFP.

AFP |

"Lugo, o pai da mentira", podia-se ler num dos anúncios colocados em vários pontos da capital paraguaia, um deles diante da sede do Partido Colorado, derrotado por Lugo em 2008, pondo fim a 61 anos de hegemonia ininterrumpida.

Lilian Samaniego, presidente do Partido Colorado, assistiu no sábado a um ato de repúdio contra o governante, organizado por mulheres.

Hortensia Damiana Morán, a terceira mulher que afirma ser mãe de uma criança gerada pelo presidente do Paraguai, o ex-bispo Fernando Lugo, anunciou na sexta-feira que entrará com uma ação de paternidade.

Ex-coordenadora da Pastoral Social da Igreja e ativista do movimento "luguista" na campanha eleitoral de 2008, Morán havia dito que não exigiria nada do chefe de Estado, após informar que o advogado de Lugo a contatara para revelar que o presidente assumiria a paternidade.

Damiana Morán, de 39 anos, iniciou sua relação com Lugo há cinco anos, e a intensificou durante a campanha eleitoral que levou o ex-bispo à Presidência, em abril de 2008.

Lugo ocupou o posto de bispo de San Pedro (400 km ao norte de Assunção) até 11 de janeiro de 2005, mas manteve o hábito religioso até 18 de dezembro de 2007, quando renunciou para se candidatar à Presidência.

Lugo já reconheceu como filho o menino Guillermo Armindo, de dois anos, fruto de um relacionamento com Viviana Carrillo Cañete.

A admissão pública da paternidade estimulou uma segunda mulher, Benigna Leguizamón, ex-funcionária da diocese de San Pedro, a exigir que Lugo reconheça o filho Lucas Fernando, de seis anos.

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