Associações de imprensa pedem libertação de jornalistas presos na China

Paris, 20 mai (EFE).- A Associação Mundial de Jornais (WAN, na sigla em inglês) e o Fórum Mundial de Editores (WEF) pediram hoje, em carta ao presidente da China, Hu Jintao, a libertação imediata de dois jornalistas presos no país na semana passada, e lamentaram que o Governo chinês continue restringindo a liberdade de expressão.

EFE |

A WAN e a WEF exigem de Hu a libertação dos repórteres Qi Chonghuai e He Yankjie, condenados a quatro e dois anos de prisão, respectivamente, por terem publicado artigos sobre corrupção no Partido Comunista em Tengzhou (leste do país).

Os repórteres foram condenados por "fraude e extorsão, acusações utilizadas pelas autoridades chinesas para calar os jornalistas críticos", afirmam a WAN e a WEF em comunicado conjunto, no qual acrescentam que a Polícia bateu em Qi no momento de sua detenção.

As duas associações lembram que a China continua sendo "a maior prisão de jornalistas do mundo", e lamentaram o desrespeito do país para com a liberdade de imprensa, "apesar de sua promessa, por ocasião de sua bem-sucedida candidatura olímpica", de melhorar a liberdade de expressão e os direitos humanos.

"Pelo menos 30 jornalistas e 50 ciberdissidentes estão presos na China", afirmam as duas associações, que pediram a todos os que vão a Pequim por ocasião dos Jogos Olímpicos que pressionem as autoridades chinesas. EFE jaf/ev/gs

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