Associação vai à Justiça pedir documentos sobre tortura na era Bush

Nova York, 11 jun (EFE).- A União Americana das Liberdades Civis (ACLU , na sigla em inglês) apresentou hoje à Justiça de Nova York um pedido para que sejam divulgados ao público documentos que ligariam o Governo de George W.

EFE |

Bush à práticas de tortura fora do país.

"A informação que já é de domínio público põe em evidência que as políticas de tortura eram traçadas e desenvolvidas nos mais altos escalões da Administração Bush", afirmou Jameel Jaffer, diretor do Projeto de Segurança Nacional da ACLU, a maior associação de defesa dos direitos civis dos Estados Unidos.

No entanto, "ainda faltam respostas para certas questões", como "o que essas políticas permitiam exatamente, como foram implementadas e quem as acatou", acrescentou Jaffer.

Em nota, o ativista explica que o pedido feito à Justiça "é uma tentativa de preencher certas lacunas do relato".

Entre os documentos que a ACLU quer ver divulgados publicamente estão dois assinados por John Yoo e Steven Bradbury, que prestavam assessoria jurídica ao Governo Bush.

O primeiro destes registros, que data de 22 de julho de 2002, é uma carta sobre a aplicação da Convenção contra a Tortura, enviada por Yoo a Alberto Gonzales, assessor legal da Casa Branca entre 2001 e o começo de 2005 e eleito procurador-geral dos EUA.

O segundo foi redigido em 2007. Nele, Bradbury analisa a legalidade das técnicas utilizadas pela CIA (agência de inteligência americana) para interrogar prisioneiros dos EUA fora do país.

A ACLU também pediu a liberação de documentos enviados pela Casa Branca à CIA durante o Governo Bush. A divulgação destes registros, relacionados às chamadas "técnicas severas de interrogatório", já havia sido requisitada no ano passado.

O novo pedido faz parte da estratégia da organização para conseguir: "a divulgação completa das informações relativas à tortura durante o Governo Bush, a criação de um registro histórico detalhado, a nomeação de um promotor independente para investigar possíveis questões de responsabilidade penal e o reconhecimento e a indenização às vítimas". EFE mgl/sc

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