Associação pede fim de intervenção estatal em meios de comunicação no Equador

Montevidéu, Uruguai - A Associação Internacional de Radiodifusão (AIR), com sede em Montevidéu, no Uruguai, criticou hoje a intervenção estatal em meios de comunicação privados no Equador, e exigiu que o presidente do país, Rafael Correa, volte atrás na medida.

EFE |

Em comunicado, a AIR mostrou sua "grave preocupação" com essa intervenção, assim como pela ocupação por parte da Polícia de várias empresas de comunicação, entre outras, vinculadas ao Grupo Isaias no Equador e afirmou que a medida do Governo de Correa "atinge severamente a liberdade de expressão".

A AIR pede que seja retificada a intervenção nos canais e restabelecidas "as condições para que eles operem com todas as garantias para a liberdade de expressão" no Equador.

O Governo equatoriano confirmou na terça-feira a intervenção em 195 empresas, entre elas pelo menos dois canais de televisão do país, vinculados ao chamado Grupo Isaias, associado ao fechado Filanbanco.

Esta entidade está sob investigação financeira, por prejuízos que, segundo a Junta Bancária equatoriana, chegam a US$ 661 milhões.

Correa nega que a intervenção nas empresas - entre elas as emissoras de televisão "TC" e "Gamavisión" -, pretenda reprimir a liberdade de expressão, como foi acusado.

A intervenção, feita pela estatal Agência de Garantia de Depósitos (AGD), provocou a renúncia do ministro da Economia Fausto Ortiz.

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