Associação para a Cooperação no Sul da Ásia discute luta contra terrorismo

Nova Délhi, 2 ago (EFE).- O presidente do Sri Lanka, Mahinda Rajapaksa, abriu hoje a 15ª cúpula da Associação para a Cooperação no Sul da Ásia (Saarc, em inglês), em Colombo, com um pedido para redobrar os esforços na luta contra o terrorismo.

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"Temos que redobrar nossos esforços na ação coletiva para combater o terrorismo em todas suas formas e manifestações", disse Rajapaksa no discurso de abertura.

Além disso, o governante destacou a importância de "lembrar a interdependência" dos países do Sul da Ásia diante dos chefes de Estado ou do Governo de Paquistão, Afeganistão, Nepal, Bangladesh, Butão, Maldivas e Índia - que formam o Saarc junto ao Sri Lanka.

Segundo Rajapaksa, essa interdependência "é crucial para uma paz duradoura e a proteção dos valores democráticos da região".

O líder também disse que o terrorismo é uma "praga" da qual nenhum dos membros da associação está livre, comentando que devem ser intensificados os mecanismos de cooperação entre os serviços de inteligência dos países do Sul da Ásia.

Além disso, ele assegurou que "o terrorismo é terrorismo em todas as partes, e não há terroristas bons e terroristas maus".

Rajapaksa também apelou a uma maior integração econômica para aproveitar as oportunidades da atual boa fase econômica do continente asiático.

"Estamos prestes a entrar numa nova era, a era da Ásia, e o sul é uma parte importante. Hoje nosso continente é a sede do poder econômico do mundo", afirmou.

Rajapaksa comentou que os preços internacionais da alimentação subiram 54% durante o ano passado, enquanto o aumento dos valores do petróleo chegou a ser de 300% nos últimos quatro anos.

"Hoje, como nunca antes, enfrentamos os assuntos globais da insegurança alimentar, energética e da mudança climática. Temos de assumir o desafio e transformá-lo numa oportunidade", disse.

Um dos assuntos a serem bastante discutidos entre os países-membros da Saarc é a luta contra o terrorismo, embora a segurança alimentar também ocupe espaço importante na agenda.

O encontro ocorre num momento de instabilidade na maioria dos países da região - incluindo as tensas relações entre a Índia e o Afeganistão com o Paquistão.

A Índia acusou altos membros do serviço secreto paquistanês ISI de ter orquestrado o atentado na embaixada indiana em Cabul de 7 de julho, no qual morreram 54 pessoas.

O presidente afegão, Hamid Karzai, também rejeitou com insistência a política antiterrorista do Governo paquistanês, que aposta na negociação com os fundamentalistas que decidirem depor as armas. Nos últimos meses, os dois Executivos trocaram acusações. EFE mb/dp

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