Assinatura de trégua prolongada entre Hamas e Israel é iminente

(atualiza com novos dados e outros ataques em Gaza) Cairo, 13 fev (EFE).- A assinatura de um cessar-fogo prolongado entre Israel e o movimento palestino Hamas é iminente, segundo fontes palestinas, e a rede de televisão catariana Al Jazira antecipou inclusive que acontecerá no próximo domingo, no Cairo.

EFE |

Com a mediação egípcia, o Hamas, que controla Gaza desde junho de 2007, negocia indiretamente com Israel um compromisso para cessar as hostilidades em Gaza durante ano e meio e consolidar a frágil trégua provisória que está vigente desde o dia 18 de janeiro.

"Demos nosso sim para chegar a um acordo com Israel que inclui uma trégua de 18 meses, a abertura dos seis postos de fronteira com Gaza e a interrupção de qualquer atividade militar ou agressão", afirmou o dirigente palestino Moussa Abu Marzuk.

O dirigente, à frente de uma delegação do Hamas, chegou ao Cairo na quarta-feira passada pela noite, desde seu exílio de Damasco, para se reunir com uma equipe de mediadores egípcios liderado pelo chefe dos serviços de inteligência, general Omar Suleiman.

Em declarações reproduzidas pela agência oficial egípcia "Mena", Marzuk, "número dois" do Hamas, afirmou que dentro das próximas 48 horas o Egito pode anunciar o acordo final para um cessar-fogo em Gaza.

A "Al Jazira" foi além e esta noite antecipou que o pacto será assinado no Cairo no próximo domingo. A cadeia, no entanto, não citou a fonte de sua informação nem deu detalhes sobre a cerimônia que acontecerá nesta capital.

A mediação egípcia teve início durante o conflito armado que começou em Gaza em 27 de dezembro, e terminou com 1.400 palestinos mortos. O confronto acabou graças à trégua proclamada entre as duas partes em 18 de janeiro.

As hostilidades começaram depois de ter vencido no dia 19 de dezembro, uma trégua de seis meses que tinham Hamas e Israel tinham previamente acertado.

Mas o cessar-fogo provisório que começou em 18 de janeiro foi quebrado esporadicamente desde então.

Hoje mesmo, dois foguetes lançados de Gaza e uma granada de morteiro caíram em diferentes pontos do sul de Israel, sem causar vítimas.

Em resposta, a aviação israelense castigou a região e no ataque um miliciano palestino morreu e outro ficou ferido.

A "Al Jazira", ao assegurar que a trégua será assinada no domingo, não informou como Israel será representado, um país que não reconhece o Hamas e que o considera como um grupo terrorista.

A assinatura do convênio coincidirá com as gestões políticas em Israel para a formação de um novo Governo, após as eleições do dia 10 de fevereiro, que não tiveram um claro vencedor.

Os resultados finais anunciados na quinta-feira indicam que o partido Kadima, dirigido por Tzipi Livni, conquistou 28 deputados, um a mais que o conservador Likud, dirigido por Benjamin Netanyahu.

Na próxima semana, o presidente israelense, Shimon Peres, deve convocar consultas para designar o novo primeiro-ministro. Até então, Kadima e Likud aceleram suas conversas para obter o apoio de partidos minoritários.

Segundo Marzuk, o pacto que o Hamas confia em fechar nas próximas 48 horas não incluirá o caso do soldado israelense Gilad Shalit, capturado por milicianos de três grupos palestinos em 25 de junho de 2006, incluindo o Hamas, e cujo paradeiro é desconhecido.

Hamas e Israel estudam a possibilidade de acertar uma troca de prisioneiros que incluiria o caso de Shalit, conforme o dirigente palestino confirmou em suas declarações.

O movimento islâmico entregou aos mediadores egípcios uma lista dos presos palestinos que estão nas prisões israelenses e que pede que sejam libertados em troca de Shalit.

"Assim que Israel aceitar, a troca de prisioneiros ocorrerá", acrescentou Marzuk. EFE nq-ag/ma

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG