Assinado acordo de governo de união nacional no Zimbábue

Os dois principais líderes políticos do Zimbábue, o presidente Robert Mugabe e o chefe da oposição, Morgan Tsvangirai, novo primeiro-ministro, assinaram nesta segunda-feira um acordo de governo de união nacional, que encerra a crise política aberta depois da derrota de Mugabe nas eleições de março.

AFP |

Mugabe, 84 anos, que está no poder desde 1980, foi recebido com vaias na cerimônia pública de assinatura do acordo, enquanto Tsvangirai foi aplaudido pela platéia, formada em sua maioria por deputados.

Depois de assinar o documento, os rivais apertaram as mãos. Mugabe estava sério, enquanto Tsvangirai exibia um sorriso.

O texto também foi assinado por Arthur Mutamara, líder de uma pequena ala dissidente da oposição. O ato contou com a presença do presidente sul-africano, Thabo Mbeki, nomeado pela África austral como mediador nas negociações zimbabuanas.

Logo depois da assinatura, Tsvangirai foi designado novo primeiro-ministro do país e convocou um trabalho conjunto para unir o país.

"Eu, primeiro-ministro do Zimbábue, convoco a ZANU-PF (no poder) e o MDC (oposição) a unir o Zimbábue. As divisões pertencem ao passado", declarou.

A ZANU-PF é a governante União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Patriótica (ZANU-PF) e o MDC é o Movimento pela Mudança Democrática (MDC) de Tsvangarai.

O MDC obteve maioria na Câmara dos Deputados nas eleições gerais de 29 de março, o que provocou uma grave crise política.

Com a violência pós-eleitoral, o líder da oposição abandonou o segundo turno presidencial, que foi vencido por Mugabe, que concorreu como candidato único.

Cautela

O Executivo britânico deu uma cautelosa boas-vindas ao acordo de Governo assinado no Zimbábue.

O ministro de Exteriores britânico, David Miliband, aplaudiu o acordo que possa colocar fim "ao sofrimento no Zimbábue", e esperou que o país "empreenda o caminho para a recuperação econômica e a estabilidade política".

Miliband disse que leria o acordo detalhadamente, à espera de ver seu conteúdo concretizado nos atos do novo Governo.

Também prometeu que, se o novo Executivo tomar medidas para reconstruir o país, "o Reino Unido e a comunidade internacional lhe apoiarão com rapidez".


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