Assessores de Palin vão cooperar com CPI sobre abusos de poder

Por Yereth Rosen ANCHORAGE, Estados Unidos (Reuters) - Assessores da governadora do Alasca, Sarah Palin, aceitaram depor a uma CPI que investiga suspeitas de abuso de poder cometido pela candidata republicana a vice-presidente dos EUA, disseram autoridades locais na segunda-feira.

Reuters |

Palin está sendo investigada pela demissão supostamente injustificada do secretário de Segurança Pública, em julho. Críticos dizem que o funcionário foi afastado porque se recusara a punir um ex-cunhado da governadora, policial envolvido num litígio com a irmã dela.

O procurador-geral do Estado, Talis Colberg, disse que o chefe de gabinete da governadora e seis outros assessores vão parar de contestar as intimações feitas em setembro pela Comissão de Justiça do Senado estadual. Na quinta-feira, a Corte Superior do Estado havia confirmado a legalidade das intimações.

"Apesar das minhas preocupações iniciais com as intimações, respeitamos a decisão da corte de ceder ao Legislativo", disse nota assinada por Colberg, que foi nomeado por Palin.

Não está claro se o marido da governadora, Todd Palin, também vai depor na CPI, segundo Hollis Frenc, presidente da Comissão de Justiça do Senado do Alasca.

Todd Palin estava entre as 12 pessoas convocadas em setembro, mas questionou a legalidade da intimação. Outros intimados já depuseram.

O caso, que até semanas atrás não tinha qualquer relevância nacional, passou a atrair a atenção dos EUA depois que Palin foi indicada como vice na chapa de John McCain,

A CPI está examinando as justificativas de Palin para demitir Monegan, e também as acusações de interferência indevida no pedido de indenização trabalhista apresentado pelo policial Mike Wooten, o ex-cunhado da governadora.

A investigação foi iniciada em julho, com apoio bipartidário. Desde a indicação dela a vice-presidente, porém, vários republicanos dizem que o processo deveria ser abandonado ou pelo menos adiado para depois da eleição, em 4 de novembro.

A CPI foi mantida, e o relatório final do ex-procurador Steve Branchflower, contratado pelo Legislativo para fazer as investigações, será apresentado na sexta-feira, segundo French.

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