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Assessor do líder supremo iraniano aposta em compromisso no tema nuclear

Paris, 2 jul (EFE).- Ali Akbar Velayati, o principal assessor para política externa do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, aposta em um compromisso na disputa sobre o programa nuclear do Irã, em um texto publicado hoje pelo jornal francês Libération.

EFE |

"A tecnologia e o controle (da energia) nuclear civil iraniano devem ser preservados no futuro. Constituem um acervo para os objetivos pacíficos do Irã e um legado da geração da revolução", afirma Velayati.

Ressalta que "este imperativo se expressa na participação" do Irã no Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP), ao qual aderiu e "que lhe dá direitos em contrapartida de seus compromissos".

"Um compromisso poderá estar entre as preocupações comuns ao Irã e a outros Estados", conclui.

No texto, Velayati, ex-ministro de Exteriores do Irã (1980-96), não se refere à suspensão do programa de enriquecimento de urânio exigida pela comunidade internacional e que Teerã rejeitou até o momento, apesar de três resoluções de sanções do Conselho de Segurança da ONU.

Os dirigentes iranianos negam que seu programa nuclear tenha objetivos militares, como suspeitam os países ocidentais, entre outros.

No mês passado, o alto representante para Política Externa e Segurança da União Européia (UE), Javier Solana, apresentou a Teerã uma nova oferta das seis potências que negociam com o Irã - os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU e a Alemanha.

Os seis, que oferecem ao Irã cooperação em vários âmbitos, condicionam a abertura de negociações à suspensão do enriquecimento de urânio.

No texto, Velayati afirma que, nos assuntos "estratégicos essenciais", a última palavra é de Khamenei, insinuando que no tema nuclear as decisões são do líder supremo, e não do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, que fez várias declarações provocadoras.

Sobre o tema palestino, Velayati diz que Khamenei acredita que "o destino político das principais populações que atualmente estão presentes nessa região deve ser objeto de eleições democráticas, cujo resultado será admitido e respeitado, se todos - muçulmanos, judeus e cristãos - participarem livremente delas".

Em suas conversas e contatos, "o guia supremo quis realizar um diálogo baseado no respeito do direito do outro e na boa vontade", e afirmou "o senso das responsabilidades do Irã frente aos problemas do mundo e da região", acrescenta o assessor. EFE al/an

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