Jerusalém, 20 jan (EFE).- O assessor jurídico do Governo israelense, Menachem Mazuz, defendeu hoje perante a Suprema Corte de seu país a candidatura de duas legendas árabes às eleições de 10 de fevereiro, após serem vetadas pela Comissão Central Eleitoral.

Mazuz disse aos juízes que "não há razão para impedir que se apresentem" ao pleito o partido Pacto Democrático Árabe (PDA) e a coalizão Ra'am-Ta'al, desqualificados pela comissão acusados de não reconhecerem Israel como Estado judeu, segundo aparece na Declaração de Independência, de 1948.

Segundo o assessor, as provas contra eles "são insustentáveis" e, por isso, não vê razão para impedir que concorram às eleições.

No dia 12, por iniciativa de vários partidos de extrema-direita, a Comissão Central Eleitoral israelense proibiu três partidos árabes de se apresentar às eleições gerais.

Na acalorada sessão, os deputados prejudicados acusaram a comissão, formada por representantes de todos os partidos políticos, de "racismo". EFE elb/rr

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