Washington, 19 abr (EFE).- A Casa Branca ainda está longe de considerar o levantamento do embargo que impôs a Cuba, pois é necessário que, antes, sejam dados muitos passos, afirmou hoje David Axelrod, assessor político do presidente Barack Obama.

Em entrevista ao programa "Face the Nation", da rede de televisão "CBS", Axelrod considerou uma "evolução animadora" a disposição manifestada pelo líder cubano, Raúl Castro, de dialogar sobre "qualquer assunto" com os Estados Unidos.

No entanto, insistiu em que "há certas coisas que eles (Cuba) deveriam fazer imediatamente".

O assessor de Obama acha necessário que Cuba deixe de confiscar 30% do dinheiro enviado pelos cubano-americanos às famílias na ilha, que permita às empresas americanas de telefonia celular negociar contratos em Havana e que "se movimente" para libertar os presos políticos.

Estes passos seriam vistos pelos EUA como "um sinal positivo", disse.

Ele, no entanto, admitiu que a política americana em direção a Cuba não conseguiu provocar uma mudança na ilha.

"Não há dúvida de que a política que tivemos (em direção a Havana) nos últimos 50 anos não foi muito bem-sucedida na hora de mudar as realidades na ilha de Cuba", afirmou.

Questionado sobre se a Casa Branca pensa, agora, em levantar o embargo, o assessor político de Obama ressaltou: "Ainda estamos longe disso".

"Há muitos passos que devem ser dados" antes, explicou. EFE cae/db

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