Assessor de Sadr rejeita condições de Maliki para parar campanha militar

Bagdá, 28 abr (EFE).- Um assessor de Moqtada al-Sadr rejeitou hoje as quatro condições estabelecidas pelo primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, para finalizar a campanha militar contra a milícia Exército Mehdi, leal ao clérigo xiita.

EFE |

Em comunicado divulgado pela televisão iraquiana, o assessor Salah al-Obeidi, porta-voz do Bloco Sadr na cidade santa xiita de Najaf, qualificou essas condições de "ilegítimas".

Os quatro requisitos impostos por Maliki aos seguidores do clérigo são: a entrega de armas por parte da milícia, a não interferência nos assuntos do Governo, a não ingerência nas tarefas da Polícia e do Exército, e a entrega dos homens procurados pelas autoridades.

O primeiro-ministro deu estas condições no sábado passado em entrevista a um jornal, duas semanas depois de ameaçar proibir os seguidores de Muqtada de participar no processo político se não entregassem as armas.

No final de março, o Executivo lançou uma campanha militar contra "criminosos e grupos fora da lei" em Basra, 550 quilômetros ao sul de Bagdá e um dos redutos do Exército Mehdi, que originou violentos confrontos entre os soldados e os milicianos xiitas que se expandiram a outras zonas do país.

Os combates continuam no bairro de Cidade de Sadr, em Bagdá, outro reduto da milícia, e em alguns pontos de Basra. EFE am/an

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