Assessor de Obama é investigado por suborno

Washington, 17 abr (EFE).- A Comissão da Bolsa de Valores dos Estados Unidos (SEC, na sigla em inglês) investiga uma suspeita de suborno em um fundo de pensão envolvendo Steven Rattner, conselheiro especial para montadoras do presidente Barack Obama, informou hoje o The Wall Street Journal.

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De acordo com a denúncia apresentada pela SEC aos tribunais, a firma de investimentos Quadrangle, fundada por Rattner, pagou mais de US$ 1 milhão a um assessor político em Nova York para conseguir um negócio lucrativo com o fundo de pensões desse estado.

O Quadrangle Group, segundo a SEC, é uma das diversas firmas que pagaram largas comissões a Hank Morris, então assessor político do ex-controlador de Nova York, Alan Hevesi, segundo o jornal.

Os documentos da SEC assinalam que "um executivo de alto nível" da Quadrangle reuniu-se com um consultor cujas ligações políticas poderiam liberar os trâmites legais dos investimentos com o fundo de pensão.

Posteriormente, a firma recebeu um investimento desse fundo e pagou uma tarifa de US$ 1,1 milhão.

Com base em uma fonte que não se identifica na reportagem, o "Wall Street Journal", sustenta que o "executivo de alto nível" -cujo nome não aparece no documento da SEC- seria Rattner.

Ele deixou o Quadrangle Group em fevereiro, justamente quando foi nomeado assessor do secretário do Tesouro para dirigir as medidas do Governo na reestruturação do setor automobilismo.

Segundo uma porta-voz do Departamento do Tesouro, citada pelo jornal, segundo a qual "durante o período de transição (da Presidência de George W. Bush à de Obama), Rattner informou a investigação pendente".

As autoridades que controlam as atividades financeiras alegam que cerca de 20 firmas de investimentos fizeram pagamentos em troca de investimentos do Fundo Comum de Aposentadoria do estado de Nova York, que opera US$ 122 bilhões.

A investigação é comandada pelo procurador-geral de Nova York, Andrew Cuomo além da própria SEC, e já conduziu a três processos criminais -entre eles, contra Morris, indiciado no mês passado por corrupção e suborno- e uma condenação. EFE jab/jp

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