Assessor de McCain ataca Chávez e diz que América Latina não será prioridade

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, está fazendo o que fizeram Hitler e Mussolini nos anos 30, afirmou Otto Reich, principal assessor para a América Latina de John McCain, acrescentando que a região não será uma prioridade do candidato republicano à presidência caso ele seja eleito.

AFP |

Reich trabalhou nas administrações de Ronald Reagan e George Bush pai, e agora assessora a campanha de McCain para temas latino-americanos.

Depois de atacar o candidato democrata, Barack Obama, e seu companheiro de chapa, Joseph Biden, considerando que não conhecem nem se interessam pela América Latina, Reich indicou que a região não será a prioridade de um eventual governo de John McCain. Haverá, no entanto, "atenção".

Ex-embaixador americano na Venezuela e crítico ferrenho de Chávez, Reich disse em entrevista coletiva durante a Convenção Nacional Republicana em St. Paul, Minnesota (norte), que um eventual governo de McCain dedicará à América Latina "o melhor do mesmo", em referência à política para a região da administração de George W. Bush, e falou em uma "abertura dos mercados".

O assessor, no entanto, estimou que há governos na América Latina, como os de Cuba, Venezuela, Equador, Bolívia e Nicarágua, cujos discursos mostram que "consideram a si mesmos inimigos dos Estados Unidos".

O ex-embaixador dedicou as críticas mais duras à Venezuela e a Chávez, acusando-o de querer controlar os meios de informação para "mentir para o povo venezuelano", transformar "o sistema de escolas em um sistema de doutrinação comunista" e "sabotar o setor privado".

"Quando me refiro ao 'socialismo do século XXI', como Chávez chama a Venezuela, penso que o que está fazendo se assemelha exatamente ao que fizeram Mussolini na Itália e Adolph Hitler na Alemanda nos anos 30. É fascimo", alertou.

Reich afirmou que, devido aos altos preços do petróleo - produto do qual a Venezuela possui as maiores reservas na região -, Chávez "é rico e perigoso".

O assessor insistiu ainda que a derrubada de Chávez em abril de 2002 por 47 horas não foi um golpe de Estado - como determinaram os países da Organização dos Estados Americanos (OEA) -, mas sim "uma insurreição".

mr/ap/LR

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