Assessor de Lula descarta uma corrida armamentista na América do Sul

Brasília, 17 abr (EFE).- Marco Aurélio Garcia, assessor da Presidência para Assuntos Internacionais, descartou nesta quinta-feira a possibilidade de que a compra de armas pela Venezuela possa ser traduzida como o início de uma corrida armamentista na América do Sul.

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Garcia, que participava de uma sessão da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados, afirmou que o Brasil, assim como a Venezuela, planeja substituir equipamentos militares que ficaram obsoletos, mas negou que isso possa dar início a uma corrida armamentista ou possíveis conflitos.

"Não gosto dessa expressão 'corrida armamentista'. Venezuela e Brasil ficaram pra trás e tiveram suas Forças Armadas sucateadas", afirmou o assessor da Presidência.

Segundo Garcia, Chile, Peru e Colômbia lideram a lista de países com Forças Armadas mais bem equipadas na região.

O assessor presidencial citou um estudo realizado pela Inglaterra que coloca o Brasil entre os últimos colocados na classificação mundial em termos de armamento e de equipamentos de defesa.

O deputado Antônio Carlos Pannunzio (PSDB-SP) mostrou estar preocupado com o Governo venezuelano.

"Não tenho nada contra o direito da Venezuela de equipar suas Forças Armadas, mas é preocupante que Hugo Chávez tenha manifestado interesse em usar esse potencial na região", afirmou o deputado.

"Acho que teremos que acompanhar a política da Venezuela com uma intensidade maior do que esperávamos", disse Pannunzio.

Entretanto, Marco Aurélio Garcia descartou qualquer possibilidade de conflitos armados na América do Sul.

"Não há hipótese de guerra entre países vizinhos. Não seria tolerada uma ação militar na América Latina. O país que tomar essa decisão receberá duramente a sanção dos demais", afirmou.

Pannunzio também perguntou ao assessor da Presidência se as relações do Brasil com países como a Venezuela e Bolívia são orientadas pelos interesses nacionais ou por alguma simpatia ideológica.

"Todos temos ideologias. Não renunciei às minhas convicções, mas minhas funções no Governo estão baseadas na fidelidade ao interesse nacional, que não sou eu o que o define, mas o Governo eleito pela sociedade", respondeu Garcia. EFE cm/plc

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