Nações Unidas, 24 jun (EFE).- A Assembleia Geral da ONU se reúne de hoje até sexta-feira em busca de soluções para a crise financeira global e para estabelecer um fórum alternativo que represente todas as nações, e não apenas as do Grupo dos Vinte (G20, que reúne os países mais ricos e os principais emergentes), por exemplo.

No entanto, embora os 192 países da ONU participem da Assembléia Geral, poucos o fazem em níveis de chefe de Estado e de Governo, como costuma ocorrer no próprio G20 ou no Grupo dos Oito (G8, que reúne os sete países mais desenvolvidos do mundo e a Rússia).

A reunião, que chegou a ser adiada no início de junho, foi convocada pelo presidente rotativo da assembleia, o ex-chanceler nicaraguense Miguel D'Escoto, cujo mandato termina em meados de setembro.

A reunião tem como objetivo analisar a adoção de medidas para mitigar o impacto da crise nos países mais pobres e estudar possíveis mudanças na arquitetura financeira internacional.

Os presidentes do Equador, Rafael Correa, e da Bolívia, Evo Morales, são os únicos líderes latino-americanos que confirmaram presença, enquanto os demais serão representados por ministros, secretários de Estado ou embaixadores.

Os países mais industrializados, no entanto, decidiram enviar delegações de baixo escalão, devido a sua insatisfação com a organização da cúpula e as profundas desavenças sobre o conteúdo de seu documento final.

Nações desenvolvidas e em desenvolvimento têm profundas divergências sobre as medidas que deveriam ser adotadas para se enfrentar a crise atual, o que pode fazer com que a reunião termine sem um acordo significativo. EFE emm/fr

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