Assembléia Geral da ONU convoca reunião para quinta sobre situação em Gaza

Nações Unidas, 13 jan (EFE).- O presidente da Assembléia Geral da ONU, o nicaragüense Miguel DDecoto, convocou hoje uma reunião do órgão para quinta-feira para debater a situação em Gaza após 18 dias de ofensiva israelense.

EFE |

Ele tomou a decisão após receber uma solicitação do Movimento dos Países Não-Alinhados (MNOAL) para que a Assembléia Geral se some ao Conselho de Segurança da ONU para exigir um cessar-fogo em Gaza, disse à Agência Efe seu porta-voz, Enrique Yeves.

Os Países Não-Alinhados disseram em uma declaração enviada ao presidente da Assembléia que "o organismo mais democrático e representativo das Nações Unidas tem o dever de dar a devida resposta às preocupações da comunidade internacional em relação à crise na Faixa de Gaza".

"O MNOAL condena nos termos mais enérgicos o aberto desprezo por parte de Israel da resolução 1.860 do Conselho de Segurança, adotada em 8 de janeiro de 2009, que exige o imediato cessar-fogo", assegura a declaração.

O texto considera ainda que a "brutal agressão israelense contra a população civil palestina na Faixa de Gaza constitui uma grave violação do direito internacional, incluindo o direito humanitário e o relativo aos direitos humanos".

Por isso, exige a retirada das tropas israelenses e a adoção de medidas para responder às necessidades humanitárias da população palestina após 18 dias de conflito.

É a segunda vez em menos de uma semana em que o presidente da Assembléia Geral convoca uma reunião para debater a situação em Gaza.

A última, convocada com caráter de urgência em 8 de janeiro, foi adiada por D'Decoto após o Conselho de Segurança ter alcançado um acordo para pedir um cessar-fogo imediato.

A ofensiva, lançada em 27 de dezembro pelo Exército israelense contra o movimento islâmico Hamas, deixou pelo menos 920 mortos e 4.100 feridos palestinos, segundo os responsáveis de saúde palestinos.

Já do lado israelense morreram 13 pessoas, sendo dez militares e três civis, estes últimos por causa dos foguetes que os militantes palestinos lançam a partir da Faixa contra localidades do sul de Israel. EFE jju/db

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