Assembléia equatoriana autoriza reeleição de Correa

QUITO (Reuters) - A Assembléia do Equador derrubou no fim de semana o limite constitucional à reeleição presidencial, o que pode permitir que o presidente Rafael Correa permaneça no cargo até 2017. A proposta, que ainda precisa ser ratificada por referendo, permitiria que Correa superasse de longe seus três antecessores, expulsos do poder após manifestações populares e processos de impeachment. A proposta aprovada na Assembléia mantém a restrição a um eventual terceiro mandato. Cada mandato dura quatro anos. O atual começou em janeiro de 2007.

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Já se espera que o presidente, muito popular, dispute um novo mandato no começo do ano que vem. Seus aliados dizem que essa contaria como sendo sua primeira eleição sob a nova constituição, o que lhe permitiria concorrer novamente em 2013.

Adversários acusam-no de tentar acumular poderes.

Outros presidentes latino-americanos recentes, como o colombiano Alvaro Uribe e o venezuelano Hugo Chávez, conseguiram aprovar emendas constitucionais para a reeleição.

A Assembléia, que está rescrevendo a Constituição e também funciona como Congresso regular, já aprovou reformas que ampliam os poderes presidenciais e aumentam o controle do governo sobre a economia, fortemente voltada para o petróleo.

Correa, um ex-ministro de Economia nacionalista, domina a Assembléia, de 130 membros.

Os constituintes têm até 26 de julho para aprovar cerca de 400 reformas. O referendo está previsto para o último trimestre, e segundo os institutos de pesquisa terá um resultado acirrado.

(Reportagem de Alonso Soto)

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