Assembleia encerra sessão anual na China

Pequim - A Assembleia Nacional Popular (ANP, Legislativo) fechou na madrugada desta sexta-feira sua sessão anual no Grande Palácio do Povo de Pequim, após aprovação, por ampla maioria, do pacote de estímulo de US$ 586 bilhões e um apoio ao primeiro-ministro Wen Jiabao

EFE |

O pacote, de dois anos de duração, foi aprovado com 2.669 votos a favor, 145 contra e 71 abstenções.

O Legislativo ratificou também, por 2.824 votos a favor dos 2.898 membros da Assembleia, o plano apresentado por Wen em 5 de março para impulsionar o desenvolvimento econômico e social, com o objetivo de atenuar os efeitos da crise.

Em seu relatório, rejeitado por apenas 42 legisladores, Wen afirmou que a China "é capaz de conseguir" um crescimento de 8% caso as medidas estabelecidas sejam levadas adiante.

Os legisladores também deram sinal verde a orçamentos locais e central, ao relatório de execução do plano de desenvolvimento econômico e social nacional, ao de trabalho da Comissão Permanente da ANP, ao do Tribunal Popular Supremo e ao da Procuradoria.

O chefe de Estado da China, Hu Jintao, e outros líderes assistiram à reunião presidida pelo líder da Comissão Permanente da ANP, Wu Bangguo, que qualificou hoje a sessão como um "sucesso completo".

Preocupada com os EUA

A China se declarou preocupada com o dinheiro que emprestou aos Estados Unidos, devido ao impacto da crise financeira.

"Já emprestamos muito dinheiro aos Estados Unidos. É claro que estamos preocupados com a segurança de nossos ativos", disse Wen Jiabao.

"Para ser sincero, estou um pouco preocupado. Quero pedir aos Estados Unidos que cumpram sua palavra e seus compromissos, preservando a segurança dos ativos chineses".

Wen lembrou que seu país é o maior credor dos Estados Unidos, "a maior economia mundial, e prestamos muita atenção no desenvolvimento econômico" dos americanos.

Apesar dos temores, o premier chinês disse que confia "na série de medidas econômicas adotadas pelo presidente (Barack) Obama para combater a crise financeira".

Em setembro passado, a China superou o Japão como o maior credor dos Estados Unidos, e em dezembro detinha 696,2 bilhões de dólares em bônus do Tesouro.

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