Assembleia da OMS focará em pandemia de gripe

Por Katie Reid e Laura MacInnis GENEBRA (Reuters) - Ministros da Saúde do mundo todo decidiram na segunda-feira manter praticamente apenas a pandemia de gripe na pauta da sua assembleia anual, que será abreviada para que eles possam voltar a seus países e dedicar sua atenção ao combate ao vírus H1N1, que agora afeta o Japão.

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O novo vírus já atingiu, segundo dados oficiais da Organização Mundial da Saúde (OMS), 8.480 pessoas em 39 países, sendo que o México teve mais mortes, 66.

"Enquanto nos encontramos hoje, a influenza A/H1N1 está à nossa porta", disse Leslie Ramsammy, ministro da Saúde da Guiana.

A reunião, que deveria ir até sexta-feira, vai terminar na quarta. Os ministros irão discutir formas de combate à doença e buscarão um acordo sobre a manipulação de amostras do vírus e seu compartilhamento com laboratórios farmacêuticos capazes de desenvolver vacinas.

Países ricos e pobres discordam em questões como a eventual patente do material biológico. A assembleia também abordará a necessidade de países pobres receberem medicamentos antivirais como o Tamiflu (da Roche) e o Relenza (da GlaxoSmithKline), além das eventuais vacinas que forem desenvolvidas.

Desde o mês passado, a OMS elevou para 5 o nível de alerta contra pandemias, que pode subir para 6 (situação de pandemia) caso haja contágio regular dentro de comunidades fora da América do Norte.

Segundo a última contagem da OMS, há 103 casos confirmados na Espanha e 82 na Grã-Bretanha, os dois maiores surtos fora das Américas. A maioria são casos trazidos em viagens, ou então são contaminações dentro de escolas, mas não entre comunidades como um todo.

Os sete casos confirmados no Japão, maior concentração até agora na Ásia, também parecem vinculados a escolas, segundo a OMS. A Nova Zelândia teve nove casos.

Na terça-feira, a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, e o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, vão se reunir com dirigentes do setor farmacêutico para discutir a sua capacidade de produzir vacinas contra o vírus H1N1.

Cerca de 20 empresas do mundo todo, inclusive os laboratórios Sanofi-Aventis, Novartis e Baxter International, atualmente produzem vacinas contra a gripe. A fabricação de imunizações contra a cepa pandêmica os obrigaria a reduzir a produção das vacinas contra a gripe sazonal comum, que mata 250-500 mil pessoas por ano.

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