Assembléia da OMS discute plano para reduzir efeitos da mudança climática

Genebra, 21 mai (EFE).- Os 193 países-membros da Organização Mundial da Saúde (OMS) discutiram hoje, por ocasião da assembléia anual da organização, que está sendo realizada em Genebra, a adoção de um programa global cujo objetivo seria reduzir os efeitos da mudança climática.

EFE |

"Caso consigamos reduzir esses fatores de risco, poderíamos salvar 13 milhões de vidas a cada ano", afirma a espanhola María Neira, diretora do departamento de Saúde Pública e Meio Ambiente da OMS.

"A resolução (que está sendo debatida na Assembléia) pede a implementação de um plano global para a consulta de todos os países-membros, onde se possa definir as atividades que devem ser realizadas para enfrentar os problemas provocados pela mudança climática", afirmou o especialista.

Neira considera que é preciso atuar imediatamente para prevenir os efeitos nocivos para a saúde da mudança climática, pois "o aquecimento global não é um tema que afete somente os ursos polares e as geleiras".

"Afeta a todos nós, e é um tema para já", afirmou.

Os efeitos são claros: as inundações e a aparição de doenças relacionadas com a poluição das águas, como o cólera; secas que produzem a perda de colheitas, e a aparição de mosquitos e os consequentes surtos de malária e dengue, entre outros.

Por isso, ela considera que é necessário contar com mais evidências científicas, com uma agenda global de pesquisa, e com uma enorme campanha de sensibilização e promoção.

"Corremos o risco de enfrentar um retrocesso enorme de todas as conquistas conseguidas até agora em matéria de saúde pública", explicou a doutora.

"Os sistemas de saúde de muitos países pobres estão saturados, e podem chegar ao colapso com as conseqüências da mudança climática", acrescentou.

Durante a Assembléia, os países andinos pediram que as nações mais industrializadas, as que mais poluem o meio ambiente, assumam a responsabilidade pelas conseqüências da mudança climática.

Em um documento pactuado por Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela, e que foi apresentado na segunda-feira, se exige que os países do norte, causadores de mais de 80% dos problemas da mudança climática, assumam a responsabilidade por eles.

A Assembléia Mundial da Saúde, que está reunida a semana inteira, deve votar a resolução sobre mudança climática e saúde na quinta-feira. EFE mh/gs

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG