O assassino do primeiro-ministro israelense Yitzhak Rabin, Ygal Amir, foi punido pelas autoridades penitenciárias por ter dado uma entrevista sem autorização, anunciou nesta quinta-feira a rádio pública.

Amir foi transferido da prisão de Rimonim (ao norte de Tel Aviv) para uma penitenciária no sul do país, e até segunda ordem não poderá receber visitas de sua mulher, Larissa Trimbobler, ou de sua família. Além disso, não terá mais acesso ao telefone público da prisão.

Durante uma entrevista de televisão nesta quinta-feira, que deve ser transmitida na sexta pela Rede Dez, canal privado israelense, Amir disse que matou Rabin principalmente por causa da influência que diversas personalidades políticas e militares israelenses, pertencentes à direita nacionalista, exerciam sobre ele.

Amir citou em particular o ex-primeiro-ministro Ariel Sharon, o falecido general Rafael Eytan (ex-chefe do Estado Maior), e o também falecido ministro do Turismo Rehavam Seevi, "assim como todos os especialistas militares que assinaram os acordos israelo-palestinos de Oslo em 1993), que levariam a um desastre".

Em 4 de novembro de 1995, com o objetivo de sabotar os acordos de paz, Ygal Amir atirou três vezes contra as costas de Rabin, durante um comício pacifista em Tel Aviv.

Extremista religioso, Amir foi condenado à prisão perpétua e nunca se arrependeu de seu crime.

chw/ap

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