Assassino de jornalista iraquiana confessa que a estuprou antes de matar

O suposto assassino de uma jornalista da rede de televisão Al-Arabiya, assassinada em fevereiro de 2006 em Samarra (norte), afirmou tê-la violado antes de matá-la, em testemunho filmado e transmitido nesta terça-feira em entrevista à imprensa do ministério da Defesa em Bagdá.

AFP |

"Meu chefe Ghaith al-Abassi me chamou para me dizer que tinha uma missão a me confiar. Com meus irmãos Mahmoud e Ghazwan e um motorista Noman, paramos o carro da jornalista e pedimos aos ocupantes que nos mostrassem sua carteira de identidade", contou Yasser al-Takhi, neste vídeo.

Em entrevista à imprensa, o general Qassem Atta, porta-voz do exército iraquiano em Bagdá, indicou que "Yasser Mohammad al-Takhi e seus dois irmãos foram detidos em Dora (sul de Bagdá) após eles terem sido localizados na casa de um deles", sem falar na data da detenção.

"Eu pedi à moça que entrasse no carro e os outros foram atrás. Estacionamos a 800 metros da entrada principal. Eu disse que ela era bonita, que eu gostava do jeito dela e que gostaria de fazer amor com ela, mas ela negou", explicou Yasser al-Takhi.

"Eu coloquei a arma na cabeça dela e a estuprei. Enquanto isso, meus irmãos mataram com uma metralhadora o cinegrafista e o assistente de som. Eu deu um tiro na cabeça dela, um outro no pescoço e o terceiro no peito", disse.

A jornalista Atwar Bahjat, o cinegrafista Adnane Abdallah e o assistente Khaled Mohsen do canal árabe Al-Arabiya, com sede em Dubai, foram cobrir o atentado contra o mausoléu xiita de Samarra, a 125 km de Bagdá, em 22 de fevereiro, e foram sequestrados no mesmo dia na saída da cidade. Os corpos deles foram encontrados no dia seguinte.

ak/sk/lm

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