Assassino de filho de presidente salvadorenho pega 16 anos

Considerado culpado de desferir golpes mortais no filho do presidente eleito de El Salvador em 2007 em Paris, um francês de origem marroquina foi condenado nesta sexta-feira a 16 anos de prisão.

AFP |

A procuradoria pedia 18 a 20 anos de prisão para Mohamed Amor, 32 anos, acusado de homicídio.

Depois de quatro horas de deliberações, a corte e o júri não consideraram que Amor teve a intenção de matar Alejandro, o filho do presidente eleito de El Salvador Mauricio Funes.

Alejandro Funes, 27 anos, estudava fotografia em Paris. Ele foi golpeado na cabeça com um objeto pontiagudo durante uma briga em Pont des Arts, no coração de Paris, na noite de 1 a 2 de outubro de 2007. O jovem entrou imediatamente em coma e faleceu oito dias depois no hospital.

Na madrugada de 2 de outubro, um grupo de latino-americanos, entre os quais o filho mais velho do presidente salvadorenho, se envolveu numa briga com três homens alcoolizados. Apenas dois dos três foram julgados.

Abousama Chafouk, 33 anos, foi condenado nesta sexta-feira a dois anos de prisão, sendo um com sursis.

Mauricio Funes, que deve tomar posse segunda-feira em San Salvador, viajou a Paris na quinta-feira para prestar depoimento. Sem conter as lágrimas, ele disse que não acreditava que tal fim fosse possível para um jovem salvadorenho estudando na França.

"Pensávamos que ele estaria seguro aqui", disse Funes, frisando que deseja apenas "saber a verdade" sobre a morte de seu filho e que não busca vingança.

Mauricio Funes, 49 anos, venceu no dia 15 de março a eleição presidencial em El Salvador, acabando com 20 anos de hegemonia da direita neste país da América Central. Ele era o candidato do ex-movimento guerrilheiro Frente Farabundo Marti (FMLN), derrotado em 1992 com a ajuda dos Estados Unidos.

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