Os Estados Unidos se disseram profundamente preocupados com o assassinato do político libanês Saleh Aridi, ocorrido na noite de quarta-feira, segundo o porta-voz do departamento de Estado Americano, Sean McCormack. Ele disse também que o apoio americano ao governo libanês permanece inalterado.

Aridi integrava a oposição pró-Síria e foi morto na explosão de uma bomba plantada em seu veículo, no sul da capital Beirute. Pelo menos outras três pessoas morreram no ataque, segundo o Exército.

Um colega de partido de Aridi, Nazih Abu Ibrahim, disse que o assassinato teria como objetivo antagonizar as duas facções rivais de cristãos drusos que atuam no cenário politico libanês. Ninguém ainda assumiu responsabilidade pelo ataque.

Aridi era aliado e conselheiro do ministro druso e pró-Síria, Talal Arslam, rival do líder druso anti-Síria, Walid Jumblatt.

Reconciliação
Apesar de o Líbano ter visto uma série de ataques contra líderes políticos nos últimos anos, o assassinato de Aridi surpreende por se tratar de um político pró-Síria.

Desde o assassinato do ex-premiê anti-Síria Hafik Hariri em fevereiro de 2005, vários ataques tem sido realizados contra líderes que tinham posições contrárias à vizinha Síria.

Na quarta-feira, o presidente, Fouad Siniora, anunciou que facções políticas rivais vão voltar à mesa de negociações na semana que vem.

A iniciativa havia sido amplamente elogiada por diversos partidos políticos, antes do assassinato de Aridi. Não está claro o impacto que o ataque terá nas negociações.

O governo libanês, formado por uma coalizão de cristãos, muçulmanos sunitas e drusos, atravessou uma crise de 18 meses por causa de desentendimentos com a oposição, liderada pelo grupo militante islâmico Hezbollah, que é pró-Síria.

A crise, que paralisou politicamente o país, deu sinais de estar sendo resolvida no mês passado quando foi anunciado um governo de unidade nacional, envolvendo ambas as partes.

As negociações anunciadas por Siniora são mais um passo na tentativa de resolver definitivamente o impasse.

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