Zagreb, 23 out (EFE).- O primeiro-ministro da Croácia, Ivo Sanader, e o presidente, Stjepan Mesic, qualificaram o atentado perpetrado hoje contra o dono e o responsável pelas vendas da revista Nacional como um ato de terrorismo e anunciaram as medidas mais enérgicas contra o crime organizado.

"Não vamos permitir que a Croácia se transforme em Beirute", assegurou Sanader em coletiva de imprensa convocada após o atentado.

Ele prometeu que o Governo empreenderá as medidas mais enérgicas e ativará seus especialistas, assim como todos os recursos, para esclarecer este e outros casos similares que abalaram Croácia nos últimos meses.

Sanader e Mesic pediram união nacional na luta contra o crime organizado e convocaram para amanhã uma sessão do Conselho de Segurança Nacional, à qual convidaram também líderes de todos os partidos com representação parlamentar.

O presidente da Associação Croata de Jornalistas, Zdenko Duka, disse que a "criminalidade experimentou um grande auge". Segundo ele, "agora começaram os primeiros assassinatos de jornalistas na Croácia".

Krunoslav Borovec, porta-voz do Ministério do Interior croata, confirmou à imprensa em Zagreb que foi "determinado sem dúvidas" que as pessoas assassinadas hoje em Zagreb em um atentado à bomba são Ivo Pukanic, dono da revista, e Niko Franic, chefe de vendas.

Ivo Pukanic, que há 18 anos se dedicava ao jornalismo e foi o fundador e redator chefe da "Nacional", denunciou meses atrás um atentado fracassado contra ele.

O dono da "Nacional" era uma pessoa controvertida, já que embora tenha recebido vários prêmios por seu trabalho independente, parte da imprensa apontava que ele tinha vínculos com o crime organizado.

EFE vb/rr

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