Assassinato de chefe de Hamas em Dubai tem 15 novos suspeitos ocidentais

A polícia de Dubai indicou nesta quarta-feira que outros 15 titulares de passaportes ocidentais - seis britânicos, três franceses, três irlandeses e três australianos - estão entre os suspeitos pelo assassinato do chefe do Hamas Mahmud al-Mabhuh. Com esses novos suspeitos, chega a 26 o número de pessoas supostamente envolvidas no crime.

iG São Paulo |

AFP
Imagens mostram 15 novos suspeitos de assassinato

Imagens mostram 15 novos suspeitos de assassinato

Cinco dos 15 novos suspeitos são mulheres. Todos haviam chegado a Dubai procedentes de seis cidades europeias e de Hong Kong, indicou a polícia.

Na lista inicial de 11 suspeitos de serem os autores do assassinato praticado em janeiro estavam seis titulares de passaportes britânicos, três de passaportes irlandeses, um com passaporte francês e outro com documento alemão.

Morte investigada

Suspeita-se que Mahmoud Al-Mabhouh, um dos fundadores do braço armado do Hamas, tenha sido morto por agentes israelenses com identidades falsas, embora o país diga que não há provas de envolvimento.

Mabhouh foi encontrado morto em seu quarto de hotel no dia 20 de janeiro, tendo sido eletrocutado e sufocado. Seus assassinos teriam usado falsos passaportes britânicos, alemães e franceses, segundo a polícia de Dubai, que divulgou fotos de suspeitos, nenhum deles preso até agora.

Imagens divulgadas por Dubai identificam os suspeitos no assassinato de membro do Hamas
Imagens mostram os 11 suspeitos que já tinham sido identificados


Segundo as autoridades locais, o trabalho "foi executado por um time profissional, altamente habilitado para esse tipo de operação". De acordo com alguns relatos, Al-Mabhouh estaria em Dubai para comprar armamentos para o Hamas.

Segundo a polícia, dois suspeitos palestinos que teriam fugido para a Jordânia também estariam sendo questionados sobre o assassinato.

O atual ministro das Relações Exteriores israelense, Avigdor Lierberman, comentando as acusações de envolvimento do Mossad, o serviço secreto do país, disse que "Israel nunca responde, confirma ou nega".

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