Assange recorre contra extradição na Suprema Corte britânica

Fundador do site WikiLeaks tenta convencer juízes do Reino Unido a vetar seu envio à Suécia, onde é acusado de crimes sexuais

iG São Paulo |

O fundador do site WikiLeaks , o australiano Julian Assange , recorreu nesta quarta-feira à Suprema Corte do Reino Unido para tentar evitar sua extradição para a Suécia, onde é acusado de crimes sexuais . A audiência deve durar dois dias e terminar na quinta-feira, mas a decisão pode demorar semanas para ser anunciada.

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O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, chega à Suprema Corte de Londres

Assange foi detido na Grã-Bretanha em dezembro de 2010, em cumprimento a um mandado de prisão expedido pela Suécia. O mandado está no centro da batalha judicial, já que os advogados de Assange argumentam que o texto não tem validade porque foi expedido por um promotor e não por um juiz ou uma corte.

A acusação, porém, afirma que na Suécia os promotores desempenham um papel judicial ou “semi-judicial”. Seus argumentos serão ouvidos pela Suprema Corte na quinta-feira.

Se os juízes rejeitarem o recurso, Assange ainda poderá levar o caso para a Corte Europeia de Direitos Humanos. Porém, isso não impediria sua extradição para a Suécia, que aconteceria em até duas semanas.

Uma vez na Suécia, o fundador do WikiLeaks seria preso e levado a uma audiência em até quatro dias.

Os promotores poderiam libertá-lo após interrogatório ou estender seu período de detenção.

Nesta quarta-feira, um grupo de partidários do fundador do WikiLeaks se reuniu às portas do Supremo britânico trazendo cartazes que defendiam Assange e o soldado Bradley Manning, processado nos Estados Unidos por ter vazado ao site informações confidenciais do país.

O australiano nega as acusações, que considera politicamente motivadas por causa de seu trabalho no WikiLeaks, site especializado em divulgar documentos oficiais.

Em 2010, o WikiLeaks divulgou mais de 700 mil documentos oficiais sigilosos dos EUA, entre memorandos diplomáticos e informações sobre as guerras do Iraque e Afeganistão.

Com AP, EFE e Reuters

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