(atualiza com libertação de um dos reféns e detalhes de pessoal de negociações) Lisboa, 7 ago (EFE) - Um grupo de assaltantes armados que invadiram uma filial do Banco Espírito Santo (BES) de Lisboa libertou um dos reféns, sem que houvesse incidentes no interior do local, enquanto prosseguem as negociações, informou uma fonte da Polícia portuguesa.

Os assaltantes entraram no banco após as 15h (hora local), quando o escritório já estava fechado, pelo que acredita-se que os reféns, cujo número exato é desconhecido, sejam funcionários da entidade.

O refém libertado é uma mulher de 52 anos que sofreu "uma crise nervosa", segundo uma fonte do serviço de emergência médica (INEM).

Os policiais não esclareceram se a refém liberada era funcionária do banco ou cliente, mas sabe-se que o gerente da filial do BES é mulher.

Florbela Carrilho, comissária da Polícia de Segurança Pública (PSP), confirmou que prosseguem as negociações com os assaltantes, mas disse que, "por razões de segurança", não podia revelar o número de assaltantes ou de reféns.

Segundo a fonte policial, o processo de negociação pode ser "longo e complicado".

Enquanto isso, chegaram ao banco dispositivos da Direção Central de Combate ao Banditismo (DCCB) da Polícia Judiciária.

A DCCB é encarregada da investigação de diversos crimes, entre os quais o seqüestro ou tomada de reféns, e conta com pessoal com preparação específica para as negociações.

Toda a zona perto da Rua Marquês de Fronteira e Campolide, onde está a filial, permanece isolada pelas forças do Grupo de Operações Especiais (GOE), que se posicionaram em alguns telhados dos edifícios próximos.

Um repórter da emissora de rádio "TSF" entrevistou a empregada de limpeza do banco, a qual confirmou que pelo menos dois funcionários estão entre os reféns.

Forças da Polícia retiraram todos os veículos estacionados na zona e também permanecem fechados os estabelecimentos próximos.

O trânsito foi interrompido e nos arredores da filial é possível ver membros da Polícia de Segurança Pública (PSP) com coletes à prova de balas.

Também foram mobilizados vários veículos de assistência médica de emergência e funcionários de saúde equipados com coletes à prova de balas, confirmou a imprensa local. EFE mrl/db

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