Assaltantes do Banco Espírito Santo de Lisboa podem ser brasileiros

(atualiza as 16h30, em Brasília, com número de assaltantes e reféns) Lisboa, 7 ago (EFE) - Os dois homens armados que fizeram como reféns, desde o começo da tarde, dois funcionários da filial do Banco Espírito Santo (BES) de Lisboa podem ser brasileiros, enquanto a Polícia isolou a região e mantém aberta a negociação, segundo fontes policiais portuguesas. A agência de notícias Lusa e o canal de televisão SIC Notícias, que, por sua vez, citam fontes policiais, confirmaram que são dois bandidos e dois reféns. Segundo o repórter da SIC Notícias, os assaltantes poderiam ser brasileiros. Os dois homens armados entraram no banco às 15h (hora local), quando o escritório já estava fechado. Haveria na agência três pessoas, que foram feitas reféns, embora no meio da tarde tenha sido libertada uma mulher, de 52 anos, que sofria de crise nervosa.

EFE |

Não foi possível precisar se a refém libertada era funcionária do banco ou se se trata de uma cliente, segundo a emissora de rádio "TSF".

A mesma fonte informou que o dispositivo de segurança acaba de ser reforçado por forças de intervenção rápida da Polícia de Portugal, que descarregaram dos caminhões armas e sacos.

Florbela Carrilho, comissária da Polícia de Segurança Pública (PSP), confirmou que prosseguem as negociações com os assaltantes.

Segundo a fonte policial, o processo de negociação pode ser "longo e complicado".

Enquanto isso, chegaram ao banco dispositivos da Direção Central de Combate ao Banditismo (DCCB) da Polícia Judiciária.

A DCCB é encarregada da investigação de diversos crimes, entre os quais o seqüestro ou tomada de reféns, e conta com pessoal com preparação específica para as negociações.

Toda a zona perto da Rua Marquês de Fronteira e Campolide, onde está a filial, permanece isolada pelas forças do Grupo de Operações Especiais (GOE), que se posicionaram em alguns telhados dos edifícios próximos.

A Polícia portuguesa cobriu com telas verdes as ruas que dão acesso ao banco, para impedir que os curiosos ou jornalistas possam acompanhar o que acontece na filial do BES.

Forças da Polícia retiraram todos os veículos estacionados na zona e também permanecem fechados os estabelecimentos próximos.

O trânsito foi interrompido e nos arredores da filial é possível ver membros da Polícia de Segurança Pública (PSP) com coletes à prova de balas.

Também foram mobilizados vários veículos de assistência médica de emergência e funcionários de saúde equipados com coletes à prova de balas, confirmou a imprensa local. EFE mrl/db

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