Assad e Hariri prometem abrir novo capítulo em relação Síria-Líbano

Damasco, 20 dez (EFE).- O presidente sírio, Bashar al-Assad, e o primeiro-ministro libanês, Saad Hariri, se comprometeram hoje, em Damasco, a abrir um novo capítulo na relação entre os dois países, em meio a uma crise política desde 2005.

EFE |

"Queremos abrir agora novos horizontes para a cooperação (entre Síria e Líbano) e construir um futuro melhor para ambos que sirva ao interesse do povo", disse Hariri em entrevista coletiva posterior à segunda rodada de conversas com Assad.

O primeiro-ministro libanês, que chegou ontem à Síria para uma visita oficial a Damasco de dois dias, insistiu hoje em que as reuniões mantidas "foram excelentes".

"Só vi boas propostas e sentimentos por parte do presidente Assad", acrescentou.

Esta viagem é a primeira de um representante da maioria parlamentar libanesa, liderada por Saad Hariri, desde a morte de seu pai, Rafik Hariri, em um atentado em 14 de março de 2005, pelo qual parte da elite política libanesa responsabilizou o regime sírio.

"Assad foi muito franco em seu discurso e mostrou que o que importa é manter uma relação honesta com o Líbano baseada em entendimento mútuo", disse Hariri aos jornalistas na Embaixada do Líbano em Damasco, pouco antes de terminar sua visita oficial.

Hariri ressaltou que todo o mundo verá que o que Síria e Líbano estão construindo se fundamenta em "uma sólida base para servir ao interesse dos dois países irmãos".

"Sem dúvida, houve uma etapa de divergência no passado, mas agora será possível ver passos sérios no terreno pelas duas partes", acrescentou.

Nas conversas de ontem, os dois líderes decidiram virar a página em suas relações bilaterais e colocaram as bases para buscar "novos horizontes" que fomentem sua cooperação.

Esta histórica visita acontece um mês depois de Hariri conseguir formar um Governo de unidade, como resultado de cinco meses de difíceis negociações políticas nas quais a Síria teve papel importante.

Damasco apoia o grupo xiita libanês Hisbolá, principal partido da oposição e grupo-chave para a reconciliação nacional libanesa.

A Síria manteve tropas no Líbano até abril de 2005, que retirou por causa das acusações lançadas contra Damasco pelo assassinato de Rafik Hariri. Essa retirada representou o final de 29 anos de presença política e militar direta da Síria no Líbano.

Ao falar ontem à noite sobre esta visita, em mensagem a seus simpatizantes, o líder do Hisbolá, Hassan Nasrallah, qualificou a viagem de "um passo importante" que contribuirá para que a calma continue prevalecendo no Líbano. EFE gb/an

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