O presidente sírio, Bachar al-Assad, e o palestino, Mahmud Abbas, não estavam presentes quando o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, tomou a palavra durante a cúpula da União pelo Mediterrâneo, segundo participantes e diplomatas que rejeitaram qualquer vontade de boicote.

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, descartou qualquer idéia de incidente, e várias fontes destacaram que essas ausências aconteceram por causa dos encontros dos dirigentes, por ocasião da cúpula da qual participavam líderes de mais de 40 países.

Assad e Olmert, cujos países estão, formalmente, em guerra desde 1948, reuniram-se pela primeira vez na mesma mesa em um encontro internacional.

Segundo uma autoridade israelense, o presidente Assad se levantou meia hora antes que Olmert começasse a falar. A mesma fonte relatou que o chanceler sírio, Walid Mouallem, também havia deixado a sala, pela manhã, logo antes de uma intervenção de a ministra israelense das Relações Exteriores, Tzipi Livni.

Uma fonte européia confirmou as ausências de Assad e Abbas, mas garantiu que foi em decorrência de reuniões bilaterais e, em nenhum caso, foi "ostentatório, nem para criar um incidente".

"Ninguém fez um incidente", disse o presidente Sarkozy, anfitrião da cúpula, na coletiva de imprensa de encerramento do encontro.

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