Aspirina estaria ligada a micro-hemorragias no cérebro

A aspirina e anticoagulantes similares estariam ligados a micro-hemorragias no cérebro em pessoas de idade avançada, que, apesar de não serem consideradas graves, são possíveis sinais de doenças vasculares, revelou um estudo.

AFP |

As pessoas que tomam aspirinas regularmente, ou outros antiplaquetários que impedem a formação de coágulos no sangue, parecem apresentar mais riscos de sofrer micro-hemorragias cerebrais, indicam os autores dessa pesquisa divulgada no site da "Archives of Neurology".

Estas micro-hemorragias também poderiam indicar uma "angiopatia amilóide cerebral", uma doença nos pequenos vasos sanguíneos que se caracteriza pela acumulação de depósitos de proteínas amilóides na parede das artérias cerebrais, sinal de seu enfraquecimento. Esta mesma proteína está também ligada ao Mal de Alzheimer, indicam os autores do trabalho.

O doutor Meike Vernooij, da Faculdade de Medicina de Rotterdam (Holanda), principal autor desse estudo, estabeleceu um vínculo entre as micro-hemorragias cerebrais e o uso de medicamentos anticoagulantes ao examinar um grupo de 1.062 pessoas com uma média de 69,5 anos que não sofriam de doenças cerebrais.

Em todas foram realizadas ressonâncias magnéticas em 2005 e em 2006.

Nos dois anos anteriores ao estudo, 34,2% dos participantes haviam usado regularmente anticoagulantes.

Um grande número daqueles que tomaram esse tipo de medicamento apresentou micro-hemorragias.

Os resultados eram mais visíveis nas pessoas tratadas com doses mais elevadas desses anticoagulantes, prescritos em geral para tratar ou prevenir enfermidades cardiovasculares.

As micro-hemorragias no lóbulo frontal do cérebro eram mais frequentes nas pessoas que tomaram aspirina do que naquelas tratadas com carbasalato cálcico.

Em geral, os efeitos benéficos da aspirina e do carbasalato cálcico compensam amplamente os riscos de hemorragias desses medicamentos, indicaram.

"Mas em alguns pacientes, como aqueles que apresentam sinais de angiopatia amilóide cerebral, o risco apresentado pela aspirina e por outros tratamentos similares pode ser maior", concluíram.

js/dm

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