Ásia marca quinto aniversário de tsunami com orações

Por Jason Szep PATONG, Tailândia (Reuters) - Milhares de monges tailandeses entoaram cantos e oraram pelas vítimas do tsunami do Oceano Índico neste sábado, quando a Ásia marcou o quinto aniversário de um dos maiores desastres naturais da história.

Reuters |

A reunião de monges em Ban Nam Khem, um pequeno vilarejo pesqueiro na costa do mar de Andaman, na Tailândia, que perdeu quase cinco mil vidas, foi um das centenas de atos solenes por toda a Ásia em memória das ondas gigantescas que invadiram a costa sem aviso no dia 26 de dezembro de 2004, matando 226 mil pessoas em 13 países.

"Todas as almas de todas as nacionalidades, estejam onde estiverem, por favor recebam as orações que os monges lhes enviam", disse Kularb Pliamyai, que perdeu dez familiares em Ban Nam Khem.

Em Banda Aceh, na Indonésia, cerca de cem pessoas participaram de uma cerimônia religiosa perto de um barco pesqueiro que parou no teto de uma casa de dois andares depois de ser levado ilha adentro pelas águas.

A Indonésia foi a mais atingida, com mais de 166 mil mortos e desaparecidos. Grandes trabalhos de reconstrução em Banda Aceh reergueram uma nova cidade sobre as ruínas, e só agora muitos sobreviventes estão deixando para trás as lembranças das ondas.

Alguns habitantes verteram lágrimas ao relembrar o dia em que suas casas e vidas foram destruídas pela parede de água que subiu a até 30 metros, desencadeada por um terremoto no subsolo marinho perto da ilha de Sumatra.

"Nunca esquecerei disso pelo resto da vida. Depois do terremoto, corremos para fora de casa e em minutos as pessoas gritavam ao ver a água subindo", disse Ambasiah, 40 anos, proprietário da casa do barco pesqueiro onde cerca de 50 pessoas se refugiaram.

Alguns residentes, como Taufik Rahmat, dizem ter superado tudo, ajudados com novas casas na região de Banda Aceh após uma das maiores iniciativas de coleta de fundos. Mas muitas pessoas em seu vilarejo continuam sem um lar.

O Sri Lanka fez dois minutos de silêncio para marcar a data, que matou mais de 23 mil pessoas na ilha.

Na cidade de Galle, no sul, onde mais de mil pessoas foram mortas após o tsunami arrastar um trem e enterradas em um túmulo coletiva nas proximidades, parentes choravam com flores nas mãos em uma cerimônia para lembrar as vítimas.

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