Ásia e Europa pedem libertação de Nobel da Paz em Mianmar

Hanói, 26 mai (EFE).- Os Governos de Ásia e Europa pediram hoje a libertação da líder do movimento democrático de Mianmar e Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi, e de todos os presos políticos birmaneses, em comunicado emitido no encerramento da reunião de ministros de Assuntos Exteriores dos dois continentes (Asem), em Hanói.

EFE |

Os ministros "pediram a libertação urgente dos detidos e que se ponha fim às restrições aos partidos políticos", na declaração final da nona reunião ministerial do fórum Ásia-Europa.

O texto foi assinado por 30 chanceleres dos dois continentes e também solicita "ao Governo birmanês que prepare e dirija eleições plurais em 2010 que sejam livres e limpas", no parágrafo dedicado "aos recentes eventos relacionados com Aung San Suu Kyi".

O pedido acontece no momento em que Suu Kyi, de 63 anos, é julgada em um tribunal especial instalado em uma penitenciária e presidido por juízes militares. Contra a opositora, pesa a acusação de ter violado as condições da prisão domiciliar, um delito penalizado com até cinco anos de reclusão.

Suu Kyi viveu confinada em casa mais de 13 dos últimos 19 anos por se opor à Junta Militar que governa Mianmar (antiga Birmânia).

Os ministros de Assuntos Exteriores europeus e japonês haviam feito ontem uma chamada à libertação de Suu Kyi de uma maneira muito mais taxativa, depois de se reunirem com o chanceler birmanês, Nyan Win, em Hanói.

No entanto, a menção na declaração final ganha especial importância já que entre os signatários se encontram vários vizinhos do regime birmanês.

O pedido pela libertação dos quase 2.200 presos políticos reclusos nas prisões birmanesas, segundo dados de algumas ONG, foi possível depois que durante as conversas a China, um dos principais parceiros de Mianmar, cedesse, segundo informaram alguns diplomatas europeus.

Asem é uma iniciativa dedicada a impulsionar a cooperação entre ambos os continentes. Do grupo, fazem parte, além dos 27 países da União Europeia, China, Coreia do Sul, Índia, Japão, Mongólia, Paquistão e os membros da Asean (Mianmar, Brunei, Camboja, Laos, Filipinas, Indonésia, Laos, Malásia, Cingapura, Tailândia e Vietnã).

EFE mgs/rr

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