Bangcoc, 23 jul (EFE).- A Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean) anunciou hoje que não contempla expulsar Mianmar (antiga Birmânia) do grupo se este país não libertar a líder opositora e Nobel da Paz Aung San Suu Kyi e os outros presos políticos.

O primeiro-ministro da Tailândia, Abhisit Vejjajiva, respondeu assim à possibilidade levantada ontem pela secretária dos Estados Unidos, Hillary Clinton.

Embora a Asean e o Ocidente tenham "os mesmos objetivos", Vejjajiva disse que não são obrigados a realizar "as mesmas políticas".

"Não há provas suficientes para (expulsar Mianmar). Já fizemos tudo o que está em nossa mão dentro do mecanismo (da Asean)", disse o chefe do Executivo tailandês.

Vejjajiva argumentou também que, se a Asean seguir a proposta de Hillary, isso poderia isolar ainda mais a Junta Militar e o problema dos presos políticos continuaria sem resolução.

"Continuaremos com nossa política de negociação construtiva e esperamos que os EUA possam entender isso", disse o primeiro-ministro da Tailândia, contrário a sanções a Mianmar como as impostas por Washington e União Europeia. EFE tai/an

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