Asean pede que Mianmar liberte Suu Kyi

Jacarta, 21 ago (EFE).- A Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean) aprovou hoje um documento que pede à Junta Militar de Mianmar (antiga Birmânia) que liberte a opositora democrata e Nobel da Paz Aung San Suu Kyi, informou o Governo indonésio.

EFE |

A carta é uma iniciativa sem precedentes na tradicional Asean, grupo do qual Mianmar faz parte, disse Teuku Faizasyah, porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores indonésio.

O texto, debatido durante dois dias, pede que o Governo birmanês conceda uma anistia à líder opositora, condenada a 18 meses de prisão domiciliar em agosto, para que possa participar das eleições parlamentares de 2010.

As delegações dos dez países-membros da Asean deverão submeter agora o documento à aprovação de seus respectivos Executivos.

A carta foi aprovada em uma reunião de funcionários de alto-escalão da Asean em Jacarta, a partir de uma proposta da Tailândia.

Se for aprovada pelos Executivos, a iniciativa representará uma ruptura da tradicional política de "não ingerência" nos assuntos internos de outros países dentro da Asean.

Alguns dos membros do bloco regional - como Tailândia e Indonésia - lamentaram individualmente a condenação de Suu Kyi, que viveu sob prisão domiciliar 14 dos últimos 20 anos.

Mianmar é governada por um regime militar desde o golpe de Estado de 1962.

A Asean reúne Mianmar, Brunei, Camboja, Filipinas, Indonésia, Laos, Malásia, Cingapura, Tailândia e Vietnã. EFE jpm/mh

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