Asean defende reforma financeira mundial

Os líderes da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean) pediram neste domingo uma ação coordenada para reformar o sistema financeiro internacional, na declaração final de sua cúpula, na cidade tailandesa de Hua Hin.

AFP |

"Os dirigentes pediram uma ação mais coordenada dos países desenvolvidos e dos países em desenvolvimento para restabelecer a estabilidade financeira e assegurar a continuação do funcionamento dos mercados financeiros", segundo a declaração.

Eles pediram ainda uma reforma "audaciosa e urgente do sistema financeiro internacional" e declararam ter decidido "permanecer firmes contra o protecionismo".

Esta cúpula foi dedicada às consequências da atual crise econômica mundial nos 10 países do grupo, a maioria deles sustentados por exportações.

O primeiro-ministro tailandês, Abhisit Vejjajiva, que preside atualmente a Asean, indicou que os líderes "mandaram um claro sinal sobre as linhas gerais do programa que irão adotar para solucionar os problemas econômicos da região".

Ele acrescentou, durante uma entrevista à imprensa, que os países-membros devem divulgar suas políticas econômicas para evitar qualquer tentativa de protecionismo.

Criada em 1967, a Asean reúne Brunei, Camboja, Indonésia, Laos, Malásia, Birmânia, Filipinas, Cingapura, Tailândia e Vietnã. Tem um Produto Interno Bruto (PIB) combinado de mais de 1,4 trilhão de dólares e até agora vinha crescendo bastante. Porém, devido à sua grande dependência com relação às exportações, está à mercê do caos no resto das economias do mundo.

A declaração final da Cúpula também pediu um aumento de 50% das verbas do fundo de emergência, para 120 bilhões de dólares, que foi criado há uma semana pelos ministros das Finanças da região, para enfrentar a crise atual.

Durante a Cúpula, a Asean assinou um acordo de livre comércio com dois outros sócios, Austrália e Nova Zelândia, e sinalizou que pretende negociar outro com a União Europeia futuramente.

Paralelamente à Cúpula a associação assinou um acordo de energia para que os países-membros possam comprar petróleo a preços reduzidos em tempos de crise.

Além dos assuntos econômicos, os países da Asean lançaram um apelo à junta militar birmanesa para que respeite o chamado "mapa do caminho" para a democracia.

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