Dezenas de milhares de pessoas foram às ruas de Londres neste sábado, em um protesto pacífico, para exigir que os líderes mundiais, que na próxima quinta-feira se reunirão na cidade para a segunda cúpula do G20, salvem as crianças, não os banqueiros.

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Imagem do protesto
Cerca de 35.000 manifestantes, segundo números da Scotland Yard, foram ao centro da capital inglesa, agitando bandeiras e cantando slogans, pedindo aos governantes das 20 maiores potências industrializadas e emergentes para "combater a pobreza e as mudanças climáticas" e criar "um mundo mais justo e equitativo".

A marcha foi convocada pela aliança "Put People First" ("Dê prioridade às pessoas", numa tradução livre), que reúne cerca de 150 organizações como sindicatos e grupos ambientalistas. É a primeira de dezenas de manifestações organizadas por ocasião do G20, que já colocaram a polícia britânica em estado de alerta.

Manifestantes de todas as idades e origens caminharam pacificamente, sem que tenha sido registrado qualquer incidente, informou a polícia.

Cantando, tocando tambores e apitos e agitando bandeiras e cartazes em todos os idiomas, os participantes do protesto se mostravam unidos em sua indignação contra o atual sistema e seus governantes.

"Os que governam revelaram sua ineficiência na hora de enfrentar os verdadeiros desafios, que são a pobreza, a fome, a desigualdade", disse à AFP Sandra Marinni, que veio de Roma para participar da marcha.

"Estamos aqui para enviar uma mensagem clara aos líderes do planeta: queremos um mundo melhor e mais justo", acrescentou a jovem.

Muitos denunciavam em especial os banqueiros.

"Nosso governo está mais preocupado em salvar os banqueiros do que em criar empregos e ajudar as pessoas", reclamou Barry Beckett, eletricista do norte de Londres.

Manifestações parecidas aconteceram neste sábado em outras capitais européias, como Paris e Berlim, também por ocasião da cúpula do G20 - que acontecerá no dia 2 de abril no Excel Centre, leste de Londres.

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