As Farc teriam financiado campanha de Correa (Ministério Público da Colômbia)

A guerrilha colombiana das Farc teria contribuído para o financiamento da campanha presidencial do chefe de Estado equatoriano Rafael Correa em 2006, segundo um vídeo apreendido no final de maio, em Bogotá, pela polícia colombiana, em poder de uma combatente, informou nesta sexta-feira um porta-voz do Ministério Público.

AFP |

No filme, que data de maio de 2008, aparece o comandante militar rebelde Jorge Briceño, mais conhecido como 'Mono Jojoy' no momento em que afirma: "(...) ajuda em dólares para a campanha de Correa" - palavras consideradas comprometedoras.

O ministro equatoriano de Segurança, Miguel Carvajal, afirmou logo em seguida à AFP que a campanha eleitoral do presidente Rafael Correa não recebeu financiamento das Farc e assegurou que o governo de Quito "não mantém qualquer relação" com essa guerrilha colombiana.

Carvajal também advertiu sobre a necessidade de "verificar a fonte (da informação) porque temos muita experiência sobre uma campanha de montagens por parte da Colômbia, para tentar vincular o governo equatoriano com as Farc".

O vídeo teria sido apreendido numa batida feita num apartamento de Bogotá, durante a qual foi capturada Adela Perez Aguirre, a "Camila", que pertencia à frente Antonio Narino das Farc, declarou à AFP o porta-voz do Ministério Público colombiano.

A AFP não conseguiu obter das autoridades uma declaração sobre a autenticidade ou não do vídeo, que teve alguns trechos divulgados pela televisão colombiana.

Em outra parte do filme, 'Mono Jojoy' faz referência à morte do fundador e líder máximo das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Manuel Marulanda (o 'Tirofijo').

A morte de Marulanda aconteceu dois meses e 25 dias depois que tropas colombianas abateram Raúl Reyes, número dois das Farc, durante bombardeio a um acampamento da guerrilha situado em território equatoriano, a 1.800 metros da fronteira com a Colômbia.

No ataque, no dia 1º de março de 2008, morreram outras 24 pessoas, entre elas um equatoriano e três cidadãos mexicanos.

Depois desse episódio, Correa rompeu relações diplomáticas com a Colômbia.

Poucos dias depois, as autoridades de Bogotá informaram sobre a apreensão no acampamento de Reyes de três computadores com valiosa informação de inteligência.

A imprensa local divulgou posteriormente mensagens de Reyes que, segundo as autoridades, foram encontradas nos computadores, revelando apoio econômico à campanha de Correa e encontros com seus emissários, o que o presidente equatoriano sempre desmentiu.

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