As Farc aceitam diálogo com intelectuais para troca de reféns na Colômbia

A guerrilha colombiana Farc aceitou iniciar um diálogo com cerca de 150 intelectuais, políticos, jornalistas e dirigentes de setores sociais do país que haviam pedido a retomada do diálogo sobre um acordo humanitário para a libertação de reféns, de acordo com nota divulgada na Internet nesta terça-feira.

AFP |

"Com prazer, recebemos sua carta de setembro, que convida a explorar, coletivamente, caminhos para a paz (...) Essa carta já é o começo do Intercâmbio Epistolar que nos propõem para discutir, em torno da saída política do conflito, a troca humanitária e a paz", acrescentou a guerrilha, em uma nota.

O "Secretariado" (comando central) das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) expressou sua "disposição a explorar possibilidades para uma troca humanitária e para a paz com justiça social que é, hoje, o clamor e a necessidade mais urgente".

A carta é a resposta ao pedido formulado em 19 de setembro pelos intelectuais, convidando os rebeldes a "desenvolver um diálogo público, por meio de intercâmbio epistolar (...) que esclareça as rotas nas quais seria possível um entendimento (...)".

"É muito positivo", avaliou a senadora da oposição Piedad Córdoba, que atuou como mediadora de uma troca de reféns por rebeldes presos, acrescentando que o fato constitui o início de uma nova etapa nessas negociações.

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