Artistas brasileiros encenam no México peça de prevenção da Aids

O ator brasileiro Marcelo Perroni viajou até a Cidade do México, junto com outros sete artistas, para fazer o que é seu trabalho diário há 11 anos: conscientizar as pessoas sobre os riscos de contrair o vírus da Aids (HIV), recorrendo à linguagem lúdica, à diversão e ao entretenimento.

AFP |

"Usamos o teatro para falar da prevenção. Com nossas peças, ensinamos como usar a camisinha masculina e a feminina. Fazemos isso todos os dias em diferentes partes do Brasil e quisemos mostrar nosso trabalho no México, na Conferência Internacional sobre Aids", disse Perroni à AFP, nesta segunda-feira.

A obra encenada pela Cia Paulista de Artes foi uma das mais aplaudidas das diferentes manifestações artísticas que se apresentam, a partir de hoje, na chamada "Aldeia Global", um espaço de expressão das ONGs aberto para todo o público, em paralelo à conferência.

O esquete de hoje, intitulado "Tápate el pitito, cuidado con el monstruito", mostra uma família exposta aos perigos de contrair o HIV, devido a relações sexuais sem proteção.

"Nós ensinamos, mas colocamos a diversão na frente. Encontramos alguns obstáculos em nosso trabalho, como as igrejas, ou visões conservadoras, mas o público é muito receptivo à nossa mensagem, quer saber", acrescenta o ator.

Desde o início deste ano, a companhia fez 200 apresentações em todo o país, a maioria tendo o tema de prevenção da Aids como elemento central.

Segundo o último relatório da ONUAids, na América Latina, há 1,7 milhão de pessoas infectadas com HIV. O Brasil tem o maior número de casos, cerca de 730.000.

sem/tt

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