Uma mostra em Berlim exibe obras de arte que em um primeiro momento aparentam ser pinturas, mas que foram feitas apenas com dobraduras no papel. Os trabalhos, do artista plástico alemão Simon Schubert, retratam longos corredores, escadarias, casas e outras paisagens e são vistos apenas em um jogo de luz e sombra.

Ao se aproximar das obras, o público reconhece apenas uma superfície branca. Só a uma distância de cerca de dois metros é que são revelados os traços das obras, em detalhes tridimensionais.

Ao dobrar o papel, o artista cria linhas, ângulos e até mesmo círculos e curvas, que se destacam alguns milímetros sobre a superfície.

Schubert, de 33 anos, afirma que demorou dois anos para aperfeiçoar a técnica. Inspirado na obra do dramaturgo irlandês Samuel Beckett, o alemão aborda em sua arte temas existenciais, como solidão, isolamento e perda. Segundo ele, o desaparecimento, enquanto desintegração física e psicológica, é motivo recorrente de seus trabalhos.

Para a exposição em Berlim, Schubert joga com a percepção dos visitantes. O artista criou interiores em que paredes e teto são cobertos com painéis de dobraduras de papel onde outras dobraduras estão embutidas.

O conjunto ganha o contraste de diversas esculturas brancas e negras. Há também quadros brancos em paredes da mesma cor, cujo conteúdo, em relevo, só é revelado com a aproximação do observador.

As obras em dobradura do artista Simon Schubert, ficam em cartaz até 27 de junho, na galeria Upstairs Berlin.

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