Artilharia se junta à aviação em escalada militar israelense

Saud Abu Ramadán Gaza, 3 jan (EFE).- A artilharia uniu-se à aviação em uma escalada da ofensiva de Israel em Gaza, que hoje entrou em sua segunda semana e causou 26 vítimas mortais, até elevar a 466 o número de mortos e a mais de 3 mil o de feridos.

EFE |

O ataque mais sangrento aconteceu na maior mesquita da localidade de Beit Lahiya, no norte da Faixa palestina e onde 11 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas pelo bombardeio de helicópteros Apache israelenses.

Eles lançaram três bombas contra o templo, onde, após as mortes, se espalhou o caos, pois a aviação israelense seguiu bombardeando a área, o que impediu as ambulâncias levar os feridos com rapidez.

De acordo com o chefe dos serviços de emergência em Gaza, Moawiya Hasanien, 24 vítimas hospitalizadas estão em "extrema gravidade".

O bombardeio foi acompanhado com fogo de artilharia disparado por tanques israelenses de fora da Faixa, no primeiro ataque desse tipo na atual ofensiva.

Os tanques dispararam de uma distância de aproximadamente 500 metros da fronteira e, além da mesquita, seus alvos foram posições que os milicianos palestinos costumam do Hamas utilizar para lançar foguetes contra o território israelense.

Segundo emissoras de televisão israelenses, esse ataque com fogo de artilharia foi o prólogo da invasão terrestre da Faixa por parte das centenas de tanques e milhares de soldados israelenses que a cercam desde o início da semana e que acabou ocorrendo na tarde de hoje (pelo horário de Brasília).

A aviação israelense bombardeou ao longo do dia mais de 40 alvos e matou na capital de Gaza um comandante do Hamas, Abu Zakaria al Jamal, que viajava em seu carro.

Trata-se do segundo nome mais relevante do movimento islamita morto por fogo israelense desde o início da ofensiva, depois que na quinta-feira foi abatido Nizar Rayyan, dirigente que se encarregava de coordenar o ramo político do Hamas com seu braço armado.

Outros dois milicianos do Hamas morreram hoje, assim como uma menina após sua casa ser bombardeada na mesma localidade, em um novo ataque que causa vítimas entre a população civil.

Segundo os dados de Hasanien, entre os mortos se encontram pelo menos 75 crianças e 37 mulheres e cerca de 40% dos feridos são civis.

O Exército israelense bombardeou esta manhã um instituto na localidade de Elatatra, no norte de Gaza, por considerar que ele era usado como plataforma para o lançamento de foguetes e como esconderijo para operações armadas do Hamas.

Também foram atacados um túnel que ligava o sul de Gaza com o Sinai egípcio, vários depósitos de armas, plataformas de lançamento de foguetes e as casas de membros da facção islamita.

Por sua parte, as milícias palestinas não deixaram de disparar foguetes Grad, Qassam (caseiros) e bombas contra o sul de Israel.

Os lançamentos feriram duas pessoas sem gravidade, devido a estilhaços na cidade de Ashdod, um dos povoados israelenses mais distantes de Gaza entre os que foram atingidos e que até há poucos dias não estava no raio de fogo desde a Faixa.

Os foguetes lançados pelos milicianos palestinos também atingiram Ashkelon, Netivot, Kiryat Malachi, Gan Yavne e a região de Eshkol, sem causar vítimas fatais.

Embora as milícias sigam disparando foguetes, o número de lançamentos diminuiu significativamente desde o começo da ofensiva israelense.

Após o primeiro dia, na qual lançaram 140 foguetes, o número foi oscilando até cair na quarta-feira, quando se registraram 75, para cair novamente na quinta-feira para 55 e ontem para 30.

Segundo dados do Exército de Israel, os milicianos palestinos lançaram hoje 20 foguetes.

Os foguetes das milícias palestinas provocaram quatro mortos e cerca de 40 feridos em Israel, do sábado passado à segunda-feira.

EFE sar-aca-amg/jp

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